Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
António Leitão Amaro defendeu que é necessário confiar mais na administração pública.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou esta sexta-feira que um sistema de fiscalização sucessiva "com responsabilização" não significa "entregar o controlo" e defendeu que é necessário confiar mais na administração pública.
Durante a sessão de encerramento do 14.º Congresso Nacional da Administração Pública, o ministro rejeitou as críticas que têm sido feitas às mudanças no Tribunal de Contas (TdC), afirmando que "passar do paradigma de controlo prévio" para um sistema de fiscalização sucessiva "com responsabilização não é entregar o controlo", mas "escolher um método diferente".
A proposta de lei do Governo sobre a nova organização e processo do TdC foi esta sexta-feira aprovada, na generalidade, com os votos do PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal (IL) e abstenções do PS e JPP.
A proposta de nova lei do Tribunal de Contas permitirá às autarquias e serviços públicos dispensar de visto prévio contratos acima de 10 milhões de euros, desde que tenham mecanismos de controlo internos que incluam auditorias periódicas.
"Podemos confiar mais no procedimento de comunicação prévia, de controlo sucessivo, confiar mais nas pessoas", referiu Leitão Amaro, defendendo que "todas as exigências de processo, de procedimento, de controlo, de recurso, de suspensão, têm em si próprias razões boas", mas impedem que se concretizem.
Também o secretário de Estado para a Simplificação, no painel anterior ao encerramento feito pelo ministro da Presidência, veio em defesa das mudanças "de uma ótica prévia" para a fiscalização sucessiva no TdC, referindo que permitirão "minimizar os tempos e acelerar a análise dos processos sem, obviamente, perder nenhuma qualidade" nem rigor.
Por outro lado, segundo Paulo Magro da Luz, as alterações visam também "conseguir uma solução mais equilibrada para a responsabilização dos dirigentes". "Temos algum trabalho, eu diria, exigente para fazer na especialidade, mas vamos obviamente defender esta solução", vincou.
No encerramento, Leitão Amaro considerou ainda injusta a "perceção" dos cidadãos face à capacidade de resposta dos organismos públicos e disse acreditar no papel do Estado e na capacidade de aproveitar "o talento brutal" da administração pública para "servir e superar" a "sensação de frustração" dos cidadãos com a administração pública.
Apesar de sublinhar que "a soma de crises financeiras, de ajustamento" e a inflação das últimas décadas não permitiu valorizar os recursos humanos da Administração Pública, o ministro da Presidência criticou as leis "aprovadas nos últimos 30, 40 anos", considerando que criaram "mais obstáculos e barreiras" à rapidez dos organismos do Estado.
Por outro lado, lamentou a abordagem "restritiva" da valorização salarial dos trabalhadores da Administração Pública.
"Dizemos que queremos dar mais responsabilidade e autonomia aos dirigentes e tantas vezes passar de técnico superior numa função ou numa fase de carreira muito adiantada para a função de dirigente, ter uma responsabilidade adicional muito maior, não é valorizada", vincou, referindo que "o sistema de valorização do mérito está paralisado".
A revisão do sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na administração pública (SIADAP) é um dos compromissos assumidos pelo Governo no novo acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública, assinado em janeiro deste ano, e está prevista arrancar a partir do segundo semestre, assim como a valorização do estatuto remuneratório de dirigentes.
Segundo a secretária de Estado da Administração Pública, que também esteve presente no Congresso Nacional da Administração Pública, o Governo já iniciou o "processo de negociação do estatuto remuneratório dos dirigentes" e prevê começar a fazer já este ano "alguns trabalhos preparatórios" relativamente à revisão das carreiras gerais da função pública, cuja revisão está prevista para o próximo ano.
O objetivo é "fazer alguma recuperação remuneratória para os trabalhadores da administração pública", disse Marisa Garrido, indicando que em causa estão mais de 350 mil trabalhadores.
Já sobre a revisão do SIADAP, a secretária de Estado defendeu, nomeadamente, a sua simplificação e admitiu "introduzir novas modalidades de avaliação", lembrando que "existe avaliação primária, avaliação 360 graus" e referindo que a "avaliação de desempenho permite evoluir para a questão do desenvolvimento".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.