Barra Medialivre

Correio da Manhã

Política
2
Siga o CM no WhatsApp e acompanhe as principais notícias da atualidade Seguir

Ministro da Saúde diz que "coração do SNS está mais saudável" após acordo intercalar com sindicato

Manuel Pizarro destaca "esforço muito grande de parte a parte".
Lusa 28 de Novembro de 2023 às 23:42
Manuel Pizarro
Manuel Pizarro FOTO: JOSÉ COELHO/lusa
O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, considerou esta terça-feira que há "boas razões para acreditar que o coração do SNS está mais saudável" após um acordo intercalar com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) sobre aumentos salariais.

"Este é um acordo intercalar, é o acordo possível do Governo. São conhecidas as circunstâncias políticas em que nos encontramos, é o limite a que podíamos chegar e foi um esforço muito grande de parte a parte, da nossa parte e também da parte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM)", disse Manuel Pizarro, no fim das negociações com os sindicatos representativos dos médicos.

O acordo foi alcançado apenas com o SIM, uma vez que a Federação Nacional dos Médicos (Fnam) recusou aceitar a proposta da tutela.

O ministro disse que se trata de um "enorme esforço" para atrair e reter profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sustentando que o acordo valoriza a carreira médica.

"Os médicos em início de carreira, os especialistas, têm um aumento remuneratório praticamente de 15% (14,6%), depois têm um aumento de 13% na segunda fase da carreira e um pouco superior a 11% na fase (...) mais elevada da sua carreira. Esse é o acordo possível, porque, ao mesmo tempo (...), cerca de 2.000 médicos das USF [Unidades de Saúde Familiar] modelo A ou das unidades de cuidado de saúde personalizados que passam para as USF modelo B vão ter um aumento de cerca de 60%", salientou.

"Estamos a falar de um esforço muito grande do Estado para retribuir aquela que é uma profissão central para a vida pública dos portugueses", acrescentou.

Os médicos das USF modelo B, adiantou Manuel Pizarro, vão ter um aumento de salário base de cerca de 22%.

Na reunião desta terça-feira também ficou definido que os médicos internos em ano comum vão ter um aumento de 6,1%, os do primeiro ao terceiro ano 7,9% e os do quarto e seguintes anos 15,7%.

O aumento salarial vai aplicar-se a todos os médicos, privilegiando as remunerações mais baixas.

Segundo a tutela, os assistentes hospitalares com horário de 40 horas terão um aumento de 14,6%, os assistentes graduados de 12,9% e os assistentes graduados séniores de 10,9%.

Questionado sobre se o acordo intercalar com o SIM poderá "cair por terra" após a eleição de um novo Governo a 10 de março de 2024, o ministro da Saúde disse que "cada governo assumirá as suas responsabilidades".

"Este governo assumiu a sua responsabilidade, fazendo uma negociação que tem cobertura orçamental para 2024, que garante que podemos continuar com as contas sérias, como tem sido apanágio da nossa governação e que ao mesmo tempo tem um equilíbrio com as outras profissões do SNS e da administração pública", observou.

Mesmo tendo chegado perto dos 15% solicitados pelo SIM, a tutela explicou que, tendo em conta as "atuais circunstâncias políticas", não foi possível chegar a consenso sobre a redução de horário para as 35 horas, tendo proposto aos sindicatos a celebração de um acordo intercalar para o aumento salarial dos médicos sem alteração do período normal de trabalho.

As negociações entre os sindicatos representativos dos médicos e o Governo chegaram esta terça-feira ao fim depois de 36 reuniões e 19 meses.

 

 

 

 

Saúde Sindicatos Profissionais de saúde Prestador de serviços de saúde Manuel Pizarro Ministro da Saúde
Ver comentários
C-Studio