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Correio da Manhã

Política
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MINISTRO DESCONHECE ROUBO DE PASSAPORTES

O ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, garantiu ontem, em Santo Tirso, que desde que assumiu funções no Governo não teve conhecimento de quaisquer roubos de passaportes nos governos civis. Figueiredo Lopes adiantou, contudo, que irá inteirar-se melhor do fundamento da notícia avançada sábado pelo jornal ‘Público’, que dava conta, citando o FBI, do alegado roubo de sete mil passaportes portugueses de diversos consulados e em instalações de governos civis.
21 de Julho de 2003 às 00:00
Para Figueiredo Lopes, que falava á margem da cerimónia comemorativa dos 125 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, a notícia surgiu, provavelmente, tendo por base "fundamentos já muito antigos". "Pode ter acontecido que houvesse alguma confusão relacionada com o desaparecimento de vinhetas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras" há cerca de um ano, disse.
O ministro garantiu que, se for esse o caso, as vinhetas foram todas devidamente identificadas e anuladas e, portanto, qualquer pessoa que tente utilizá-las será imediatamente detectada. "As vinhetas perderam a validade a partir do momento em que comunicámos o seu desaparecimento à rede europeia", sustentou.
O ministro afirmou que a procura de redes de falsificação de documentos é um objectivo primordial. "Temos que nos preocupar, não apenas com este eventual roubo, mas sobretudo com o combate às redes que produzem documentos falsos e depois os traficam para, na maior parte dos casos, enganar os estrangeiros que querem vir trabalhar para Portugal", disse o ministro.
SAÍDA DE TELES PEREIRA 'É NORMAL'
O ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, garantiu ontem, em Santo Tirso, que a saída de José Teles Pereira dos Serviços de Informação e Segurança (SIS) "foi um processo normal" em matéria de substituição de cargos. "Naturalmente que as pessoas desempenham funções durante períodos normais e são substituídas no momento em que, por uma razão ou outra, eles próprios e o Governo chegam à conclusão que deverá haver substituições", afirmou o ministro, acrescentando que “não há nenhum dramatismo na saída de Teles Pereira, antes pelo contrário, trata-se de uma pessoa que trabalhou sempre com lealdade e dedicação”. Teles Pereira tinha sido empossado director-geral do SIS em Março de 2001, ainda na vigência do Governo PS.
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