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Correio da Manhã

Política
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Ministro vai dar a entrevista às cinco

Dava. Já não dá. Pelo menos enquanto ministro da Saúde. Mas como o senhor primeiro-ministro garantiu aos portugueses que Correia de Campos e Isabel Pires de Lima saíram do Governo a seu pedido, fica um mistério por esclarecer. E dos grandes. Para esta terça- feira estava combinada uma entrevista com o então ministro da Saúde.
1 de Fevereiro de 2008 às 00:30
Telefonema para cá, telefonema para lá, e a hora ficou acertada. Cinco da tarde de terça-feira. Enfim, do mal o menos. Nesse dia, logo pela fresquinha, os jornalistas que iam falar com o ministro telefonaram a um dos assessores de emergência, enviado pelo próprio Sócrates para ajudar o pobre Correia de Campos a lidar com tanta pressão mediática, a pedir a antecipação da entrevista. Negativo. Só pode ser às cinco. Nem mais tarde, nem mais cedo. Bem, para surpresa de todos, jornalistas, assessores e talvez mesmo do próprio ministro, sai a notícia da remodelação. Das duas uma: ou o ministro teve um fúria, sentou-se ao computador, escreveu a carta de demissão ao senhor primeiro--ministro, meteu-se no carro, entrou no gabinete de José Sócrates e deu o facto como consumado, do estilo daqui só saio demitido, ou, então, a história escreve-se de outra maneira: não lhe deu fúria nenhuma, não escreveu carta nenhuma no computador, foi chamado a São Bento, meteu-se no carro e quando lá chegou soube que ia dar aulas para a Escola de Saúde Pública. Com um pormenor: já tinha uma carta de demissão pronta para assinar.
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