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Correio da Manhã

Política
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Mito demagógico

O CDS-PP defende a reforma do sistema de saúde ao nível da “prontidão e qualidade dos cuidados, equidade social, racionalidade económica e sustentabilidade financeira”, esclareceu ontem o presidente do partido, Ribeiro e Castro, em comunicado, reafirmando que “é um mito demagógico sustentar que tudo pode ser prestado de forma ‘universal e gratuita’”.
28 de Fevereiro de 2006 às 00:00
Ribeiro e Castro lembrou, tal como o CM noticiou ontem, que “as coisas têm sempre de ser pagas; e o que se discute, no plano social e político, é exactamente quem paga, como se paga e quando se paga”.
“Como partido democrata-cristão, o CDS defende que os apoios sociais devem ser dirigidos prioritariamente aos mais necessitados. No caso da Saúde, isto significa os mais pobres e os doentes, sobretudo os mais doentes. São estes os mais vulneráveis. Ora, para ser gratuito para estes, outros têm de pagar – ou seja, o sistema não é gratuito para todos, nem para tudo, nem a todo o tempo”, considera o líder democrata-cristão.
E acrescenta: “O que eu defendo é que o debate sobre a reforma de sectores sociais não deve ser sistematicamente impedido ou distorcido por uma leitura bloqueadora da Constituição. Sob pena de arruinarmos todos os sistemas sociais, em razão da sua absoluta insustentabilidade”.
Mais, lembra ainda que o sistema de Saúde “está sujeito a enormes pressões, decorrentes dos progressos técnicos e tecnológicos, do aparecimento de novas doenças e novos riscos, do envelhecimento da população, de outros factores ainda. Além de que deve cobrir novas exigências”. E, como tal, “assegurar a qualidade do sistema de saúde e, ao mesmo tempo, justiça social e sustentabilidade exige reformas sérias e atempadas”.
Para Ribeiro e Castro não reformar o sistema segundo os parâmetros que defende “corresponderá ou a colocá--lo constantemente em risco de colapso, ou a fomentar a sua ‘regulação’ perversa pela insuficiência dos cuidados ou por fenómenos como as listas de espera. Sempre com terríveis consequências sociais e humanas, que se abatem sobre os mais necessitados e os mais vulneráveis”.
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