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Correio da Manhã

Política
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MOÇÃO DE CENSURA

A comissão política distrital do PSD decidiu ontem levar por diante a ideia de uma moção de censura à Câmara Municipal de Felgueiras e exige, à partida, uma clarificação de posições do PS e de apoio a esta iniciativa, nomeadamente do líder da Federação Distrital do PS/Porto.
12 de Maio de 2003 às 00:00
Francisco Assis responde que o pedido de moção de censura social-democrata “é mais um episódio” do processo. E apesar de não assumir claramente que apoia a iniciativa também não a rejeita. O líder do PS/Porto explicou ontem ao CM que a situação actual na Câmara de Felgueiras “é insustentável” e não abdica da necessidade de eleições antecipadas. Nesse quadro, a distrital do PS está de acordo com a congénere social-democrata. Mais, Assis sublinhou a “instransigência” da estrutura que lidera em não admitir outro cenário que não o de novas eleições. Isso mesmo dirá aos militantes de Felgueiras numa reunião que terá lugar amanhã ou quarta-feira.
Por seu turno, num comunicado emitido pelo PSD/Porto, Marco António lança a ‘escada’ a Assis, deixando desde logo um aviso: “Importa que o PS e o seus autarcas clarifiquem a situação, (...) e assumam as responsabilidades”. Ou seja, a distrital laranja avança para uma nova solução , deixando para o PS o ónus da realização ou não de eleições antecipadas. Caso não haja uma resposta positiva do lado socialista, o PSD atribui-lhe, desde já, toda a responsabilidade pelo ambiente “insustentável” e pelo “beco sem saída” da política local. O líder da distrital laranja já afirmara que os três representantes do PSD na autarquia não se demitiam porque tal decisão não iria alterar o quorum necessário ao funcionamento da Câmara e não existiria “qualquer tipo de fiscalização política e democrática” aos autarcas.
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