A medida já tinha sido esta sexta-feira anunciada pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, após a reunião do Conselho de Ministros.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu esta sexta-feira que o apoio destinado ao Douro, com um valor máximo de 12 milhões de euros (12 ME), tem como objetivo compensar os pequenos produtores que não têm capacidade de escoamento.
"Nós hoje decidimos uma medida ajuda extraordinária para a região do Douro, com um limite máximo de 12 ME e que têm como objetivo, de alguma maneira, compensar os pequenos produtores que não têm capacidade de escoamento", vincou o primeiro-ministro.
Ou seja, "não conseguem nem vinificar as uvas, nem vender a um produtor comercializador e, portanto, estão inibidos de tirar a rentabilidade sobre o seu trabalho".
A medida já tinha sido esta sexta-feira anunciada pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, após a reunião do Conselho de Ministros, e o líder do Governo realçou que o Douro é "uma região com uma orografia própria".
Aliás, acrescentou, é "tão própria, de uma beleza tão própria e característica que é Património da Humanidade" e que tem "nos seus pequenos produtores uma espécie de jardineiros da paisagem, que é talvez o maior impulso na economia e no turismo".
Apesar do apoio anunciado para o Douro, o primeiro-ministro disse que o Governo está "atento a todas as outras regiões" e, especificamente na região do Dão, em que se encontrava, "onde também há dificuldades, felizmente não tão graves" como as do Douro.
Luís Montenegro, que falava aos jornalistas na 35.ª edição da Feira do Vinho do Dão, em Nelas, antes de sair para o norte do mesmo distrito de Viseu, em São João da Pesqueira, para a Vindouro, a festa do vinho do Douro, realçando que estas "duas regiões não são iguais".
Aos jornalistas realçou que o Governo já trabalhou num "conjunto muito significativo de medidas estruturais" para o setor vitivinícola como "a promoção do vinho nacional, enquanto um produto de elevada qualidade e capacidade de exportar".
Luís Montenegro falou ainda em "medidas de rotulagem, de combate à importação de vinho, e de uvas em campanhas para, no fundo, desvirtuar o funcionamento a oferta e a procura relativamente à vinha nacional".
Para este efeito, disse, o Governo tem "acumulado um conjunto de decisões e de planos estratégicos que, de região a região, tentam maximizar o valor" e, no caso do Douro, destacou, "medidas específicas no gasóleo agrícola".
"Vamos retomar um apoio extraordinário nesse particular, porque sabemos que é também um fator de produção que acaba por influenciar o resultado económico das produções", defendeu.
O governante reconheceu as "dificuldades no setor da agricultura" e não só, lembrando, porque "é bom não esquecer que o início do ano foi marcado por um comboio de tempestades que provocou, em grande parte do território, efeitos muito negativos", também na produção.
O governante foi ainda questionado sobre a moção apresentada ao Governo e o caso do ministro da administração Interna, Luís Neves, ao que adiou as suas palavras para terça-feira, para o debate na Assembleia da República.
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