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Correio da Manhã

Política
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Montenegro, Hugo Soares e Luís Campos Ferreira constituídos arguidos no caso das viagens ao Euro

Ex-líderes parlamentares informaram que receberam "com surpresa" a notícia, negando a prática de qualquer crime.
Lusa 25 de Junho de 2018 às 22:04
Luís Montenegro
Hugo Soares
Luís Campos Ferreira
Luís Montenegro
Hugo Soares
Luís Campos Ferreira
Luís Montenegro
Hugo Soares
Luís Campos Ferreira
Os ex-líderes parlamentares sociais-democratas Luís Montenegro e Hugo Soares vão ser constituídos arguidos pelo alegado crime de recebimento indevido de vantagem no caso das viagens do Euro 2016. Também o social-democrata Luís Campos Ferreira, ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação vai ser igualmente constituído arguido pelo mesmo ilícito. A investigação ao caso está a ser levada a cabo pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

Luís Montenegro e Hugo Soares, e o deputado Campos Ferreira, informaram esta segunda-feira que receberam "com surpresa" a notícia de que serão arguidos no caso das viagens do Euro 2016, negando a prática de qualquer crime.

"Tomámos conhecimento, com surpresa, mas também com absoluta tranquilidade, que no âmbito da investigação desenvolvida na sequência do chamado 'processo das viagens ao Euro 2016', o Ministério Público decidiu constituir-nos arguidos", referem os três sociais-democratas, num comunicado enviado à agência Lusa, assinado por Hugo Soares, Luís Montenegro e Luís Campos Ferreira.

O jornal online Observador noticiou esta segunda-feira que os três vão ser constituídos arguidos pelo alegado crime de recebimento indevido de vantagem no caso das viagens do Euro 2016.

Na mesma nota, os deputados Hugo Soares e Luís Campos Ferreira e o antigo parlamentar do PSD Luís Montenegro manifestam "total disponibilidade para prestar os esclarecimentos que forem devidos" e asseguram que as viagens que realizaram no campeonato europeu de futebol foram pagas pelos próprios.

"Reiteramos a nossa total disponibilidade para prestar os esclarecimentos que forem devidos, reafirmando, sem tibiezas, que não praticámos qualquer crime e que as viagens que efectuámos naquela ocasião foram a expensas próprias", refere a nota.
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