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Luís Montenegro: "Tenho uma grande honra em ser a partir de agora o presidente do meu partido de sempre"

Novo líder social-democrata atacou Partido Socialista no discurso do arranque do 40º Congresso do Porto.
Correio da Manhã 1 de Julho de 2022 às 23:22
Luís Montenegro
Montenegro e Rio
Luís Montenegro
Montenegro e Rio
Luís Montenegro
Montenegro e Rio

Luís Montenegro subiu esta sexta-feira ao palco do Pavilhão Rosa Mota, no Porto, na consagração como novo presidente do PSD.

No arranque do 40º Congresso do partido, o novo presidente do partido começou por saudar Rui Rio e agradecer "a vida pública de serviço a Portugal".

"Tenho uma grande honra em ser a partir de agora o presidente do meu partido de sempre", afirmou de seguida o líder social-democrata.

Num ataque ao Partido Socialista, Montenegro recordou que em 27 anos de PS no poder "tivemos pântano, pré-bancarrota e agora empobrecimento".

O presidente eleito do PSD recorreu a Sá Carneiro para afirmar que "romper com qualquer tentativa de confusão com o PS" será "um bom tónico para o congresso".

"Em 01 de julho de 1978, Sá Carneiro desafiou o PSD a romper com qualquer tentação e confusão entre o PSD e o PS e a cimentar uma alternativa política, que havia de vingar um ano depois com a primeiro maioria absoluta da AD", recordou.

O novo líder social-democrata defendeu também a necessidade de abrir o PSD à participação de mais cidadãos e reiterou que, apesar de defender a iniciativa privada, o PSD "não é excessivamente liberal".

Na sua longa intervenção, de quase uma hora e feita sem recurso a discurso escrito, Luís Montenegro defendeu que a obrigação do PSD "é representar o interesse de todos, de toda a sociedade, e fazê-lo com respeito pela matriz ideológica e identitária" do partido.

"Somos um partido que nunca se descaracterizou nem se vai descaracterizar: vemos a iniciativa privada como motor de criação de riqueza, por isso não somos socialistas. Também acreditamos que a igualdade de oportunidades, a justiça social, a segurança são traves-mestras das funções do Estado e por isso não somos ultraliberais nem excessivamente liberais", considerou.

Para Montenegro, "o fim último" da ação do PSD deve ser "a possibilidade de fazer feliz cada ser humano".

"Vamos acreditar e fazer o que nos compete. Vamos conseguir fazer isso e tornar a dar a Portugal uma nova maioria, um novo Governo e mais capacidade de as pessoas atingirem os seus objetivos", apelou, retomando o 'slogan' da sua candidatura, "Acreditar".

"Vamos dizer a Portugal: contem connosco e acreditem no PSD", afirmou, no final da sua intervenção de abertura do Congresso.

Um dos maiores aplausos durante o seu discurso aconteceu quando recordou a morte do antigo autarca de Viseu, Almeida Henriques, vítima de covid-19.

"Não são os eleitores que estão errados, somos nós que não estamos a conseguir convencer", admitiu o social-democrata, afirmando que os eleitores tomaram as suas decisões, num recado a Rui Rio.

Ao longo do discurso, o agora líder do PSD voltou ao ataque ao PS, considerando que o Governo "anda desnorteado e desfocado do essencial".

Montenegro frisou que "do PS pouco ou nada" se pode esperar, pedindo que Portugal acredite no PSD.

Polémica entre António Costa e Pedro Nuno Santos
Montenegro foi muito claro: O "PSD não vai ser a muleta do Governo". Numa reação à polémica sobre a crise no Governo, o novo líder do PSD afirmou que se trata da "mais inusitada" briga entre um primeiro-ministro e um ministro.

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