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Correio da Manhã

Política
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Morgado investiga caso das secretas

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, liderado por Maria José Morgado, vai conduzir o inquérito criminal sobre o caso das fugas de informação nas secretas, pedido pelo secretário-geral do Sistema de Informações da República (SIRP), Júlio Pereira. O inquérito foi já instaurado pela Procuradoria--Geral da República (PGR).
10 de Agosto de 2011 às 00:30
Morgado tem em mãos investigação sobre alegadas fugas de informação no SIED, quando Jorge Silva Carvalho era director
Morgado tem em mãos investigação sobre alegadas fugas de informação no SIED, quando Jorge Silva Carvalho era director FOTO: Fotomontagem CM

"Foi recebida na Procuradoria-Geral da República uma participação que motivou a instauração de inquérito, que corre termos no departamento competente", indicou à Lusa a PGR.

O inquérito segue-se ao anúncio feito pelo Governo na última sexta-feira, segundo o qual o secretário-geral do Sistema de Informações da República, Júlio Pereira, tinha pedido à PGR a instauração de um inquérito criminal sobre o caso. Em causa está, segundo o gabinete do primeiro-ministro, a "possibilidade de ter existido violação de segredo de Estado ou o dever de sigilo" por parte do ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) Jorge Silva Carvalho para a empresa Ongoing, onde hoje trabalha, quando ainda dirigia aquele serviço, como noticiado pelo ‘Expresso’.

Silva Carvalho tem-se mostrado disponível para prestar declarações na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, presidida por Fernando Negrão.

"CIRCUITOS COMPLICADOS"

Fernando Negrão, presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, continua a aguardar que o Governo lhe envie o relatório sobre as alegadas fugas de informação do Sistema de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).

"Penso que para a semana já o terei em mãos. Os circuitos burocráticos são complicados", admitiu ao CM, lembrando que só depois de ler o referido documento é que decidirá se Jorge Silva Carvalho, ex-director do SIED e principal suspeito do alegado envio indevido de informações, será ouvido na comissão parlamentar.

Jorge Silva Carvalho continua a afirmar-se inocente e reclama o "conhecimento integral das conclusões" do inquérito entretanto efectuado.

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