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Morreu o general-escritor Loureiro dos Santos

Falava da mesma forma com alunos e governantes.

18 de novembro de 2018 às 06:00

Na capa da sua biografia, escrita por Luísa Meireles, está uma frase que define bem a atitude com que o general enfrentou toda a sua vida: "O que tem de ser tem muita força". Era com este desassombro que o militar falava, seja com os seus alunos, seja com governantes. E era com essa mesma clareza que escrevia.

Fossem livros ou artigos de opinião, como aqueles que durante anos assinou no Correio da Manhã, em que tinha uma coluna aos domingos intitulada ‘A Visão do General’. Tem mais de 17 obras publicadas sobre temas de Defesa e Segurança.

Nascido em Vilela do Douro, concelho de Sabrosa, no distrito de Vila Real, em 2 de setembro de 1936, José Alberto Loureiro dos Santos foi ministro da Defesa Nacional entre 1978 e 1980 nos IV e V Governos Constitucionais, chefiados por Carlos Mota Pinto e Maria de Lourdes Pintassilgo, ambos de iniciativa presidencial de Ramalho Eanes.

Militar do ramo de artilharia, Loureiro dos Santos foi vice- –Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, em 1977, e Chefe do Estado-Maior do Exército. O velório do general realiza-se este domingo, a partir das 16h, na capela da Academia Militar, onde amanhã, às 9h30, será celebrada missa de corpo presente. O funeral sairá para o cemitério de Carnaxide.

"É uma espécie de irmão por opção"

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