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Correio da Manhã

Política
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"Não combater apenas os incêndios mas prevenir": Marcelo Rebelo de Sousa após conselho de ministros sobre as florestas

Presidente da República recorda incêndios de 2017.
4 de Março de 2021 às 14:32
Costa dá bonsai a Marcelo
Costa dá bonsai a Marcelo
Costa dá bonsai a Marcelo
Costa dá bonsai a Marcelo
Costa dá bonsai a Marcelo
Costa dá bonsai a Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quinta-feira, após o Conselho de Ministros sobre as florestas, que uma das coisas mais importantes é prevenir os incêndios.

"Não combater apenas os incêndios mas prevenir", afirmou Marcelo reforçando que é importante uma "estratégia nacional" para que se diminuam os fogos.

O chefe de Estado falava no final de uma reunião do Conselho de Ministros dedicada ao tema das florestas, à qual presidiu, a convite do primeiro-ministro, António Costa, para assinalar o fim do seu primeiro mandato como Presidente da República.

"Em matéria - que era o grande tema deste Conselho - da estratégia no domínio não só dos fogos florestais, mas ordenamento do território, do ordenamento florestal, é fundamental para o país que haja uma solidariedade estratégica", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, com António Costa ao seu lado, em Monsanto, Lisboa.

O Presidente da República defendeu que esta "é uma matéria de interesse nacional, que envolve todos, independentemente das posições que tenham no Governo ou na oposição, que envolve todos os portugueses, independentemente do lugar onde vivam, no país metropolitano, no país urbano ou no país rural, por todo o país".

O primeiro-ministro António Costa entregou a Marcelo um bonsai no final da conferência de imprensa: "Um exemplo da floresta que queremos que dure para lá das nossas existências".

"Tenho a certeza que o senhor Presidente da República, no novo mandato que inicia na próxima terça-feira, é o garante de, para além desta legislatura, assegurar a continuidade da aposta estratégica do país" na reforma da floresta, declarou o líder do executivo no seu breve discurso.

"É o exemplo daquilo que temos de ter: Uma floresta que dure para além das nossas próprias existências, quer ao nível das funções políticas que exercemos, quer da nossa própria vida. Não me querendo tornar um pessimista, mas receio que sim", acrescentou, numa nota de humor.

Costa salientou ainda a "cooperação estratégica" entre Governo e Presidente da República e considerou que Marcelo Rebelo de Sousa será "o garante da continuidade" da reforma da floresta após o fim da atual legislatura em 2023.

António Costa frisou que a reforma da floresta "não pode ser seguramente apenas uma aposta deste Governo, que termina o seu mandato em 2023".

"Este percurso tem de prosseguir para além do mandato deste Governo e nada melhor do que deixar nas mãos do Presidente da República a garantia da continuidade deste combate. Um combate que até perdurará para além do mandato de cinco anos que [Marcelo Rebelo de Sousa] iniciará na próxima semana", disse, numa alusão ao facto de o plano do executivo para o reordenamento do espaço florestal ter como horizonte 2030.

Esta iniciativa de Marcelo Rebelo de Sousa presidir ao Conselho de Ministros, ao qual se seguirá ao início desta tarde um almoço em São Bento, partiu de António Costa para assinalar o final do primeiro mandato do Presidente da República, "e realçar as boas relações entre os dois órgãos de soberania e o espírito de cooperação institucional" existente em Portugal.

O primeiro-ministro fez depois questão de salientar a ideia de que o convite a Marcelo Rebelo de Sousa para presidir ao Conselho de Ministros "não foi mera cortesia".

"Sinalizou a excelente cooperação institucional que pudemos viver ao longos dos últimos cinco anos e também a solidariedade estratégica que temos relativamente à necessidade de se intervir na floresta. O que mais marcou aquilo que temos vindo a fazer desde 2017 até agora foi ter deslocalizado o tema da floresta do flagelo do fogo para as verdadeiras causas profundas que o fogo é o sinal mais visível: O desordenamento do território e da paisagem, o abandono do interior e a perda do valor económico da floresta", acrescentou António Costa.

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