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Correio da Manhã

Política
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Não diz asneira em aposta de Santana Lopes

Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda, foi sempre um estudante brilhante.
30 de Maio de 2011 às 00:30
O vestuário ligeiro reforça o estilo irreverente e assertivo da intervenção política de um deputado bem preparado teoricamente e experiente no confronto das ideias e em pôr o poder em xeque
O vestuário ligeiro reforça o estilo irreverente e assertivo da intervenção política de um deputado bem preparado teoricamente e experiente no confronto das ideias e em pôr o poder em xeque FOTO: Lusa

A professora primária considerou-o o melhor aluno que teve na vida e ganhou prémios de melhor classificado no Liceu Padre António Vieira, em Alvalade, Lisboa, e depois quando concluiu a licenciatura universitária no ISEG. Na sua biografia, escrita pelo historiador António Simões do Paço, acrescenta-se também que era muito bem educado e nunca dizia asneiras. Resistiu até a um desafio do seu colega de liceu. Pedro Santana Lopes, que prometeu dar-lhe 20 escudos se ele dissesse alto a palavra ‘m...’.

Bom aluno, apreciava os bons professores e foi pela qualidade de ensino que, em 1971, lançou um movimento grevista contra a substituição a meio de um período do 5º ano (hoje 9º) do professor de História, João Bonifácio Serra. O combate custou-lhe 14 dias de suspensão, mas ele nunca volta a cara à luta.

CARREGO DE LIVROS DA REVOLUÇÃO TRAZIDO DE PARIS

Uma viagem de carro a Paris no Verão de 1972, com três amigos e o pai deles, proporcionou alguns contactos com organizações francesas da IV Internacional e o trotskismo e, sobretudo, um carrego de livros revolucionários que lhes deve ter aumentado muito o prestígio junto dos outros activistas estudantis. Sem o condutor saber, o carro foi ‘acolchoado’ com obras de Mao, Trotsky e o mais que a Maspero editava.

DETIDO EM 1972 POR COMEMORAR O DIA DA PAZ

Apesar de não ser baptizado, nem atraído pelo Cristianismo, ele esteve com o seu melhor amigo de liceu, Miguel Teotónio Pereira, filho do conhecido arquitecto com o mesmo apelido, na vigília do Dia Mundial da Paz promovida por católicos progressistas na Capela do Rato em 31 de Dezembro de 1972. E foi mesmo um dos 14 levados para Caxias. A paz era inimiga do poder ditatorial que fazia a guerra em África.

FRANCISCO LOUÇÃ BE ELEIÇÕES LEGISLATIVAS
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