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Correio da Manhã

Política
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“Não é justo não gostarem de mim”

Terça-feira foi dia de grande movimento em S. Bento. José Sócrates recebeu os partidos políticos e os parceiros sociais para discutir a cimeira europeia que acaba hoje em Bruxelas.
20 de Junho de 2008 às 00:30
José Sócrates acha que o Mundo não o percebe e está contra ele
José Sócrates acha que o Mundo não o percebe e está contra ele FOTO: direitos reservados

A audiência com as confederações patronais era apenas mais uma entre muitas. Acontece que na delegação ia um representante das empresas de transportes que puseram a cabeça em água ao primeiro-ministro. Os primeiros cinco minutos do encontro foram gastos a falar da Europa e do ‘não’ irlandês ao Tratado de Lisboa. O pior veio a seguir. Sócrates passou a falar de Portugal e da crise internacional. Disse que tinha reduzido o défice, consolidado as contas públicas, feito crescer a economia e até tinha conseguido aumentar o emprego. Apesar disso tudo, apareceu esta crise. Injusta para ele, Sócrates. Os combustíveis aumentam, os juros também, os produtos alimentares disparam e até a Espanha está em crise. Uma injustiça. E, no meio disto, aparecem os transportadores a fazer bloqueios selvagens que quase pararam o País. Irritado, embalado no seu discurso, Sócrates não teve papas na língua. E, num tom de voz visivelmente alterado, avisou os presentes de que não ia admitir mais bloqueios. Se fosse preciso, ia tudo à pancada. Livra!

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