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Correio da Manhã

Política
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NÃO ESTAMOS EM ANGOLA POR OPORTUNISMO

O primeiro-ministro, Durão Barroso, deu ontem início a uma visita de quatro dias a Angola – a primeira de um chefe de Governo em tempo de paz – com um recado tanto ao Executivo angolano como aos países que agora procuram investir naquele país.
27 de Outubro de 2003 às 00:00
“Nós não descobrimos agora que Angola tem petróleo e diamantes. Já cá estamos há muito tempo. Não estamos em Angola por oportunismo”, declarou Barroso durante um encontro com a comunidade portuguesa em Luanda, já depois de ter sido recebido com o seu homólogo angolano, Fernando da Piedade dos Santos (‘Nandó’). Com estas palavras, Barroso quis lembrar que Lisboa nunca abandonou Angola nem mesmo em tempo de guerra, ao contrário de alguns dos países que agora, em tempo de paz, assediam o Executivo em busca de investimentos.
Um dos 50 empresários da comitiva de Barroso confidenciou mesmo ao CM que o pedido de um visto para um português trabalhar em Angola demora meses a ter uma resposta, enquanto que se for o de um brasileiro esse prazo resume-se a duas semanas.
No encontro com a comunidade portuguesa de Luanda, Barroso teve direito a uma grande ovação quando fez questão de lhes agradecer por terem permanecido no país. “Muito obrigado por não terem desistido de Angola”, foram as palavras do primeiro-ministro.
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