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Correio da Manhã

Política
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"Não nos calaremos": André Ventura comenta cartaz com a palavra 'vergonha' colocado em frente à Assembleia da República

Em causa está a polémica em que o deputado está envolvido com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues. 
Susana Pereira Oliveira 15 de Dezembro de 2019 às 16:21
Chega coloca cartaz com a palavra 'vergonha' em frente à Assembleia da República
Chega coloca cartaz com a palavra 'vergonha' em frente à Assembleia da República
Chega coloca cartaz com a palavra 'vergonha' em frente à Assembleia da República
Chega coloca cartaz com a palavra 'vergonha' em frente à Assembleia da República
Chega coloca cartaz com a palavra 'vergonha' em frente à Assembleia da República
Chega coloca cartaz com a palavra 'vergonha' em frente à Assembleia da República
"Era uma surpresa para amanhã". Foi assim que André Ventura, deputado do Chega, classificou o cartaz colocado pelo partido este domingo em frente à Assembleia da República.

O mesmo, com a inscrição '#vergonha' surge depois da polémica em que o deputado se viu envolvido na passada quinta-feira com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues. 

Em exclusivo ao CM, André Ventura explicou que este cartaz tem dois objetivos. O primeiro passa por mostrar que o partido não se calará. "Não nos calaremos, nem deixaremos de usar a palavra vergonha na Assembleia da República", garantiu.

O segundo passa por mostrar que "com as atitudes como as que teve Ferro Rodrigues os portugueses sentem cada vez mais que o que se passa na Assembleia da República e no sistema político português é uma vergonha". 

"Amanhã [segunda-feira] o cartaz estará lá para todos os deputados e o Governo o verem", finalizou o deputado do Chega.

André Ventura foi repreendido por Ferro Rodrigues por usar com "demasiada facilidada", na perspetiva do presidente da Assembleia da República, as palavras "vergonha" e "vergonhoso" nas suas intervenções, acrescentando que é algo de desrespeita o parlamento e o próprio.

Ventura estava a intervir no debate sobre a remoção de amianto de edifícios públicos e terminou discurso com críticas ao Governo por ter verbas para subvenções vitalícias, mas não as despender para a remoção daqueles materiais perigosos.

"Uma vergonha", afirmou o deputado do Chega, já entre alguma vozearia dos deputados.

Depois disso, o deputado único do Chega acusou Ferro Rodrigues de o ter mandado calar durante um debate parlamentar.
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