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Correio da Manhã

Política
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Último debate quinzenal antes do final da legislatura de Costa centrado nas questões ambientais

Primeiro-ministro apresenta "metas para 2030", mas não convence todos os deputados.
18 de Junho de 2019 às 15:43
Fernando Negrão, líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD)
Fernando Negrão, líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD) FOTO: Lusa
Está a decorrer no parlamento o último debate quinzenal antes do final da legislatura de António Costa. 

Fernando Negrão, líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD) considerou que durante o debate, o primeiro-ministro não responde às questões feitas, pelo contrário.

"Não responde a uma única pergunta, limita-se a insultar", afirmou Fernando Negrão quando não viu serem respondidas questões sobre o ambiente, o tema fulcral do debate desta terça-feira.

Costa defende que salários de técnicos superiores são "problema de Estado" para próxima legislatura
O primeiro-ministro, António Costa, defendeu ser "indispensável" que haja um "aumento significativo" dos técnicos superiores da administração pública, considerando tratar-se de um "problema de Estado" que deve ser resolvido na próxima legislatura.

No debate quinzenal no parlamento, António Costa foi questionado pelo líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, se era "uma coincidência" ter defendido em entrevista ao Expresso que deveria ser retomada uma atualização salarial na função pública em vésperas de eleições, tal como aconteceu em 2009, no tempo do Governo socialista de José Sócrates.

"Tive ocasião de sinalizar que é indispensável que o Estado proceda a um aumento significativo do quadro remuneratório dos seus técnicos superiores superior sob pena de o Estado não ter capacidade de concorrer com a contratação pelo setor privado dos recursos humanos mais qualificados, é um problema de Estado que temos de assumir e que tem de ser resolvido", afirmou.

O primeiro-ministro acrescentou ainda que não se trata de uma afirmação visando as eleições legislativas de outubro.

"Não, não é agora para as eleições, mas tem de ser resolvido durante a próxima legislatura porque senão o Estado vai sendo desqualificado e um Estado desqualificado é um Estado fraco e incapaz, que depois não tem capacidade de enfrentar poderes fortes com que tem de lidar e ser capaz de regular", defendeu António Costa.


Metas para 2030
O primeiro-ministro assumiu no parlamento, as metas de Portugal chegar a 2030 sem qualquer central a carvão em funcionamento, com 80% da eletricidade consumida de origem renovável e com metade das emissões face a 2005.

António Costa referiu estes objetivos ambientais na intervenção de abertura do debate quinzenal, na Assembleia da República, durante o qual reiterou a ideia de Portugal alcançar a neutralidade carbónica em 2050, cumprindo os seus compromissos internacionais neste domínio.

"Ouvimos os apelos dos milhares de jovens que se mobilizaram para a Greve Climática Estudantil. Neste trajeto a 30 anos, faremos da próxima década a mais exigente no combate às alterações climáticas. Portugal chegará a 2030 sem centrais a carvão, com metade das emissões em relação a 2005, com 80% da eletricidade consumida de origem renovável e com um terço da mobilidade de passageiros movida a eletricidade", declarou o primeiro-ministro.
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