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Correio da Manhã

Política
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"Não saio feliz, mas Portugal enfrentou dificuldades de natureza extraordinária"

O antigo ministro da Economia Vieira da Silva admitiu esta terça-feira não sair do cargo "feliz com a situação em que o País está", mas sublinhou que Portugal enfrentou "dificuldades que são de natureza extraordinária".
21 de Junho de 2011 às 14:53
Vieira da Silva
Vieira da Silva FOTO: Paulo Duarte/ Jornal de Negócios

No final da tomada de posse do novo Executivo, Vieira da Silva afirmou: "Se me pergunta se saio feliz com a situação em que o País está, não saio, naturalmente. Gostaria de terminar as minhas funções governativas com o País numa situação diferente, mas também tenho bem a noção, e o País também julgo que achará, que enfrentámos dificuldades que são de natureza extraordinária". 

O agora deputado concordou com o Presidente da República na definição de uma das principais tarefas do novo Governo - conciliar o crescimento económico com a aplicação das medidas da 'troika' - e deixou uma mensagem para o seu sucessor: "Agora é altura de desejar as maiores felicidades a  quem tem essas mesmas responsabilidades que eu tive e assume um lugar difícil, em particular com a dimensão sectorial das responsabilidades que estão no Ministério da Economia e do Emprego. Desejo as maiores felicidades e que  aquilo que são as palavras do senhor Presidente da República possam ser concretizadas, que, ao fim e ao cabo, têm a ver com a capacidade do Governo  mobilizar o País na resposta a esse desafio".  

A questão, concluiu, é saber "como podemos melhorar a competitividade da economia portuguesa e que tipo de apostas é que se fazem para que isso  aconteça (...) Vamos ver como o Governo vai gerir essas condições".

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