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Correio da Manhã

Política
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Não se pica o ponto na faculdade

A deputada do PS explica a sua situação na Faculdade de Direito.
29 de Janeiro de 2008 às 00:30
CM – Foi ontem noticiado que pediu a suspensão do contrato com a Faculdade de Direito de Lisboa. Tenciona rescindi-lo?
Marta Rebelo – Há cerca de três meses pedi a suspensão do meu contrato com base legal na lei dos gabinetes ministeriais, uma vez que exerci funções como chefe de gabinete do subsecretário de Estado da Administração Interna. O ano lectivo estava a iniciar-se, foi-me atribuída uma cadeira fora da minha menção, o que significava um esforço de lecção bastante superior àquele que vinha tendo dentro da minha menção de ciências jurídico-económicas, e conclui que seria melhor suspender o contrato. A lei admitia essa possibilidade.
-Questionaram-na sobre a rescisão de contrato?
- Não. Devo dizer que nunca me foi proposto por ninguém da Faculdade que rescindisse o contrato, o que seria, aliás, anómalo. Foi recebido o meu pedido de suspensão com compreensão dadas as minhas funções ministeriais.
- Teve queixas de alunos?
- Nunca tive nenhuma queixa directa de alunos. Tive conversas normais sobre o funcionamento das aulas com o regente da cadeira.
– E relatórios críticos à sua prestação?
- Não. Esses relatórios, aliás, desconheço-os integralmente.
- Alguma vez picou o ponto e não deu aulas?
- Não se pica o ponto na faculdade.
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