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Correio da Manhã

Política
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Não sou autoritário

O primeiro-ministro considera-se um governante que ouve os outros e que gosta de falar com pessoas. Numa entrevista publicada ontem na revista do jornal espanhol ‘El País’, Sócrates nega o rótulo de autoritário: “Não sou autoritário, nem reservado, nem austero.”
3 de Dezembro de 2007 às 00:00
‘El País’ publicou uma foto de Sócrates com o filho mais novo,  Eduardo, de 12 anos
‘El País’ publicou uma foto de Sócrates com o filho mais novo, Eduardo, de 12 anos FOTO: El País
Na entrevista, o governante disse que muita gente confunde firmeza com autoritarismo. “Oiço os outros e gosto de falar com as pessoas, mas tenho as minhas convicções. Nos momentos difíceis é necessária firmeza, não desistir ante os obstáculos, não escolher o fácil ou fazer rodeios, só caminhar de acordo com a nossa convicção. O político está só com a sua vontade: ou a tem ou não, vem da convicção. Não é arrogância, é firmeza”, defendeu.
A propósito da classificação de “arrogante”, Sócrates contra-atacou o PCP, que “sempre pensou ostentar a superioridade moral da esquerda. Essa arrogância intelectual parece-me insuportável. Sou de esquerda, mas não da esquerda do Partido Comunista”, pois “nunca apoiei ditaduras do proletariado.” Interrogado sobre se Manuel Alegre é a única oposição no PS, Sócrates disse que não: “É só um crítico. Eu também sou crítico com ele, mas há respeito mútuo. Alegre é um companheiro, crítico, mas terno. Estou habituado às críticas. Se não estou de acordo, respeitosamente, não estou. Isso é a democracia.”
Na entrevista, em que aparece fotografado com o filho mais novo, Eduardo, de 12 anos, José Sócrates afirmou também que se empenha em “modernizar o País”.
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