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Correio da Manhã

Política
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Negrão desvaloriza caso de Barreiras Duarte, Montenegro fala em "ruído"

Políticos reagem ao casa das falsas qualificações do deputado social democrata.
Lusa 14 de Março de 2018 às 15:51
Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte no congresso do PSD
Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte no congresso do PSD
Feliciano Barreiras Duarte
Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte
Rui Rio com Feliciano Barreiras Duarte no congresso do PSD
O líder parlamentar do PSD afirmou esta quarta-feira que o deputado e secretário-geral social-democrata, Feliciano Barreiras Duarte, não está fragilizado nas suas funções, mesmo que seja constituído arguido.

No final da conferência de líderes e questionado pelos jornalistas se Barreiras Duarte - que esta quarta-feira faltou a uma Comissão a que deveria presidir - não está debilitado nas suas funções Fernando Negrão respondeu: "Não me parece, o facto de ser arguido não debilita ninguém, uma vez que a qualidade de arguido é uma qualidade que até serve para defender a própria pessoa em tribunal".

Questionado se o secretário-geral foi constituído arguido, já que até agora só é público que a Procuradoria Geral da República abriu um inquérito relacionado com o seu currículo académico, o líder parlamentar do PSD afirmou que não, nem considera existirem indícios para tal.

"Não, no caso não é arguido, mas tendo sido aberto um processo podendo evoluir para aí direi que isto faz parte do normal funcionamento das instituições", afirmou Negrão, acrescentando que, na sua opinião, "não há indícios para tal", mas remetendo a avaliação para o Ministério Público.

Montenegro diz que caso traz ruído desnecessário

O ex-líder parlamentar do PSD Luís Montenegro afirmou esta quarta-feira que a polémica à volta do currículo de Feliciano Barreiras Duarte "cria ruído" ao trabalho político da liderança de Rui Rio e desejou que seja "rapidamente" ultrapassada.

"Não há dúvida que isto cria ruído à volta do trabalho político do líder e da afirmação da liderança do PSD e isso deve ser tido em consideração com vista a que se ultrapasse rapidamente para que o PSD e o seu líder se possam afirmar na base do seu projeto para o país, das suas ideias, daquilo que é a apresentação de uma alternativa política", afirmou Luís Montenegro, no programa semanal da TSF "Almoços Grátis".

No mesmo programa, o líder parlamentar e presidente do PS, Carlos César, também considerou que "não deixa de ser pelo menos incomodativo para o PSD a situação que se está a viver".

"Semana após semana o líder do PSD vai escondendo num baú um vice-presidente da Comissão Política. Porque, casos vão-se sucedendo, e a suposta imagem de diferenciação e intocabilidade que a nova liderança do PSD queria imprimir, certamente a contraponto da anterior, está a ir um pouco por água abaixo", criticou o socialista.

O semanário Sol noticiou no sábado que Feliciano Barreiras Duarte teve de retificar o seu currículo académico para retirar o item que o indicava como professor convidado ('visiting scholar') na Universidade de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos.

Na terça-feira, a Procuradoria-Geral da República remeteu para inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa os elementos que recolheu sobre o caso. "Na sequência de notícias vindas a público, a Procuradoria-Geral da República procedeu à recolha de elementos. Esses elementos foram encaminhados para o DIAP de Lisboa com vista a inquérito", revelou a PGR, em resposta à agência Lusa, sem adiantar mais pormenores.

À noite, em comunicado, o secretário-geral do PSD reiterou que "nada fez de errado" e que irá "esperar serenamente" os resultados do inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República ao caso do seu currículo.
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