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Correio da Manhã

Política
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Nem Louçã escapa à ofensiva

Ao todo, Portalegre, Évora e Beja somaram apenas uns 180 mil votos nos partidos de esquerda nas Legislativas 2005, mas Alegre dedicou-lhes o único sábado da campanha oficial. Só podia ser por razões de poesia, e, picado, confirmou-o ao fim da tarde no comício do Teatro Garcia de Resende, em Évora.
15 de Janeiro de 2006 às 00:00
Manuel Alegre, empolgado, num comício em Évora
Manuel Alegre, empolgado, num comício em Évora FOTO: Nuno Veiga, Lusa
Por poesia, e evocou ‘o País do puro pássaro’, de Ruy Belo, mais o ‘País limpo’, de Sophia Mello Breyner, sua companheira de escrita no preâmbulo da Constituição, mas também pela liberdade e o 25 de Abril quis estar no Alentejo. E aqui lembrou os milhares de apoiantes que em Lisboa e por todo o País aproveitaram o sábado para campanha na rua. Confiantes no sonho de quem não quer mais do mesmo. Certos de que “a história e a vida não começam e acabam num dossiê de finanças, nem na política politiqueira”.
E com isto Alegre atacou Cavaco e Soares. E ainda se atirou a Louçã, o candidato de outro campeonato a quem já não suporta atitudes de ‘director espiritual’. Por seu lado, o Alentejo correspondeu à paixão. A feira de Estremoz, o almoço em Portalegre mais concorrido do que o de Soares, e o comício de Évora deixaram Alegre empolgado, de mão no coração. Ontem foi para ele “o primeiro dia da 2.ª volta”.
MELHOR
A intervenção de Albano Silva no almoço em Portalegre.
PIOR
A rima ‘Cidadão inteligente quer Alegre presidente’.
PROMESSA
“A palavra poética é a única que pode mudar a vida.”
SECRETO
Almoços. São o novo barómetro da campanha, sem máquina partidária. Após os êxitos de Vila Real, Celorico da Beira e Portalegre, também Portimão tem lotação esgotada para os 250 lugares do almoço de hoje no Peixe Assado.
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