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Correio da Manhã

Política
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NINGUÉM OS MANDOU PASSEAR

Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU e actual eurodeputada, disse que os representantes portugueses no Parlamento não são todos iguais, nem andam todos a passear.
4 de Junho de 2004 às 00:00
Quando uma parlamentar faz declarações destas é legítimo os cidadãos saberem quem é que anda a passear pela Europa e puni-los, nem que seja pelo mau gosto. É que entre os destinos mais frequentes dos 25 representantes portugueses encontra-se aquela que é provavelmente a capital menos interessante da Europa: Bruxelas (depois do alargamento talvez Bratislava lhe tenha retirado esse estatuto). Estrasburgo é bem mais agradável, mas também não merecerá o incómodo de tão amiudadas visitas.
Quando Ilda diz que nem todos andam a passear, presume-se que a maioria ande e talvez por isso se justifique o desinteresse que a maioria dos cidadãos tem em relação ao parlamento europeu e a estas eleições. Não sabem bem para que é que a instituição serve, nem a utilidade que tem para as suas vidas. Muitos dirão que é apenas um lugar bem remunerado, apesar do salário dos eurodeputados ser menos de metade do recebido pelo novo director-geral de impostos.
Vai triste a campanha nos tempos de antena. Talvez porque não é de bom tom verbalizarem os insultos que se tornaram a marca da campanha na rua.
A Força Portugal mantém o rap e o tom sóbrio e professoral de João de Deus Pinheiro. O PNR não devia ter dinheiro para mais e repetiu o primeiro tempo de antena. Com igual falta de meios devem estar o MRPP e o POUS.
O POUS devia mesmo mudar de nome e passar para PPCP, o Partido da Professora Carmelinda Pereira. Há razões para suspeitar que é a única militante desse partido. Afinal é só ela que aparece em monólogos sempre iguais. E perante a repetição do mesmo discurso, só se destaca mesmo a prótese dentária metálica da candidata.
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