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Correio da Manhã

Política
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NINGUÉM PODE DESCARTAR MARCELO

Luís Rodrigues, presidente da Distrital do PSD-Setúbal, fala sobre as suas expectativas para o XXVI Congresso do partido:
23 de Outubro de 2004 às 00:00
Correio da Manhã – O que espera deste congresso?
Luís Rodrigues – Este congresso vai ser, com certeza, animado porque o PSD vai estar motivado para o relançamento quer do Governo, quer do próprio partido.
Para quem vê o congresso de fora, a reunião-magna pode ser lida como um plebiscito a Santana Lopes?
– É e não é. É evidente que as condições são as de um partido que está no poder. Seria totalmente ilógico, seria um ‘haraquiri’ se fosse de forma diferente. Portanto, todo o partido tem bom-senso e a convicção de que este é o líder que o País precisa.
A ausência de figuras críticas no congresso como Manuela Ferreira Leite não indicia uma fractura interna séria?
– Não. Em primeiro lugar, quero dizer que, tanto a dra. Manuela Ferreira Leite como o dr. Marques Mendes, por exemplo, são elementos que têm muito valor e penso que o partido tem de contar com eles. Tal como eles devem dar o seu contributo na crítica construtiva. Penso que os dois fazem falta ao PSD e que vão participar neste conclave.
Acharia útil que Santana Lopes os incluísse na sua lista?
– Não sou eu que faço as listas.
Mas seria um sinal positivo para a coesão interna?
–Podemos e devemos dar sempre o nosso contributo, mesmo enquanto militantes de base ou noutras funções. Até mesmo como comentadores.
Por falar em comentadores, Marcelo Rebelo de Sousa criou rupturas, sem retorno, no PSD?
– Não, claro que tem regresso. O professor Marcelo Rebelo de Sousa é um militante do PSD que ninguém pode descartar. Faz parte do património do partido e é sempre uma voz activa. Podemos discordar dele, mas tem um capital político que o PSD não pode descartar. O partido sabe que pode e deve contar com o professor Marcelo.
Quais são os sinais que este congresso pode trazer à coligação?
– Pessoalmente, não sou muito favorável a coligações pré-eleitorais. No entanto, penso que é muito prematuro. Só depois das eleições autárquicas é que o PSD se deve pronunciar claramente. Não devemos ter pressa.
E o calendário presidencial?
– Penso que o calendário presidencial ainda não será discutido no conclave. Antes das autárquicas, o partido terá de declarar o apoio a um candidato.
O seu candidato é Cavaco Silva?
– É a minha preferência.
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