Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
1

Nogueira de Brito regressa em nome da unidade

O “histórico” do CDS-PP Nogueira de Brito afirmou ontem que aceitou o convite para integrar uma futura direcção de Ribeiro e Castro por entender que “pode ser útil” ao partido, em que reconhece faltar unidade interna.
28 de Abril de 2006 às 00:00
“Pode ser útil que todos aqueles que pertencem ao CDS e já desempenharam funções de direcção estejam presentes neste momento, numa expressão de unidade que faz falta ao partido”, justificou Nogueira de Brito.
O ex-deputado do CDS-PP aceitou o convite de Ribeiro e Castro para integrar a comissão política que a actual direcção levará a votos no XXI Congresso do partido, a 6 e 7 de Maio, na Batalha. Nogueira de Brito elogiou a forma como o actual líder tem conduzido o CDS e sublinhou que “há que aceitar as regras do partido”. “Ribeiro e Castro tem desempenhado o cargo de uma forma que o recomenda: deu a cara, ganhou um Congresso, ganhou eleições intercalares.
Não há razão nenhuma para o pôr em causa”, defendeu, acrescentando que as críticas de que o líder tem sido alvo “afectam a imagem do partido”. No entanto, admitiu que existe “um problema de unidade interna” no CDS, mas recusou nomear os responsáveis por esta situação, apesar de reconhecer que têm existido “equívocos” entre a direcção e o grupo parlamentar.
“Não responsabilizo ninguém. Temos um bom grupo parlamentar que tem desempenhado bem a sua missão, tem havido alguns equívocos na relação com a direcção, que espero que terminem”, salientou.
Além de Nogueira de Brito, também Manuel Cavaleiro Brandão e José Cruz Vilaça, que ocuparam cargos dirigentes durante a liderança de Paulo Portas, aceitaram o convite da direcção para integrar a comissão política.
Pelo contrário, os deputados João Rebelo e Hélder Amaral declinaram esse convite, alegando falta de sintonia total com a estratégia da actual direcção.
Ver comentários