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Correio da Manhã

Política
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Nome do irmão em causa

Luís Gonzaga, presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP de Vila Real, utilizou o nome de um seu irmão para ameaçar adversários políticos internos que se opunham à forma como dirigia os Populares em Trás-os-Montes. Colocado no meio de uma “luta” política para a qual não tinha contribuído nem dado o seu aval, Fernando Gonzaga Ribeiro da Costa, o irmão, accionou judicialmente todos os intervenientes deste episódio, incluindo o Correio da Manhã.
24 de Maio de 2005 às 00:00
Na data designada para realização de Debate Instrutório, 16 de Maio de 2005, o queixoso, Fernando Ribeiro da Costa, foi confrontado com provas irrefutáveis (incluindo uma entrevista gravada) em que pôde verificar que o seu irmão o usou para atingir os seus fins políticos. Na notícia publicada, foram erradamente atribuídas afirmações a Fernando Ribeiro da Costa, uma vez que este não as proferiu e não tem qualquer ligação ao CDS-PP, informações essas que foram fornecidas por Luís Gonzaga, que sempre se identificou a todos os intervenientes neste processo como sendo o irmão. Na entrevista ao CM, Luís Gonzaga, após ter sido confrontado com a documentação na posse do jornalista, decidiu contar “toda a verdade”, onde explica como, quando e porquê telefonou ao Silva Pinto. “Porque a mim ele não atendia o telemóvel, passei o aparelho para não identificado e fiz-lhe diversas chamadas fazendo-me passar por meu irmão. Mas nunca o ameacei. Isso é falso”, argumentou.
Os factos remontam a 27 de Fevereiro de 2003, altura em que o CM noticiou que no CDS-PP de Vila Real “O ambiente é de cortar à faca”. Na altura, Silva Pinto (presidente da concelhia da Régua) e Luís Gonzaga travaram-se de razões (políticas) durante uma reunião da Comissão Política Distrital, animosidades que continuaram por escrito, culminando no momento em que o presidente da Distrital envia ao seu opositor um ‘curriculum vitae’ onde consta a sua autorização de uso e porte de arma.
Silva Pinto não gostou dos documentos que recebeu e, por escrito, questionou o seu companheiro de partido, aconselhando-lhe ponderação: “O senhor endoidou. É um caso patológico. Precisa de uma terapia de choque se não ensandeceu, então é um caso de polícia. Ao mandar-me a fotocópia da licença de uso e porte de arma está a ameaçar-me. Tenha calma”, escreveu Silva Pinto, que esclareceu ainda que “após esta carta começaram as chamadas telefónicas de alguém que se intitulava irmão do presidente da Distrital. Afinal, agora, após ouvir esta gravação, sei que foi o próprio Luís Gonzaga que me telefonou”, disse.
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