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Correio da Manhã

Política
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NOVA ACUSAÇÃO CONTRA SANTANA

O antigo director do extinto jornal regional "Linha do Oeste", António Tavares, denunciou pressões exercidas sobre o jornal pela Câmara de Municipal da Figueira da Foz, quando era presidida por Pedro Santana Lopes, por causa de um editorial.
12 de Outubro de 2004 às 18:31
A notícia foi revelada pela Rádio TSF, que obteve o depoimento de António Tavares. "Fui vítima de uma situação a que ele (Santana Lopes) está ligado", desabafou o antigo director do "Linha do Oeste", jornal que acabou por fechar, em 2001, por dificuldades financeiras.
António Tavares explicou que foi director do "Linha de Oeste" durante sete anos e que as relações do jornal com a Câmara Municipal da Figueira da Foz sempre foram cordiais, até à publicação de um editorial sobre uma cooperativa de habitação. Na altura, Santana Lopes presidiia à Câmara Municipal da Figueira da Foz e assinou um processo em tribunal contra o "Linha do Oeste", exigindo 40 mil contos de indemnização.
O processo acabou por ser arquivado em Maio de 1998, mas o "Linha do Oeste" nunca mais recebeu informações da Câmara Municipal da Figueira da Foz. "Fomos remetidos à clandestinidade informativa", referiu António Tavares.
Além o 'black-out' informativo, a Câmara Municipal da Figueira da Foz nunca mais pôs publicidade no "Linha do Oeste", o que levou os restantes anunciantes a retirarem-se gradualmente, por receio de hostilizar a edilidade. Daí até ao fecho foi um mero cumprimento de calendário.
António Tavares revelou ainda ter estranhado que, a dada altura, um investidor de Lisboa tentou comprar a quota maioritária do "Linha do Oeste". Esse homem, segundo disse, era José Manuel Braga Gonçalves, mais tarde o principal arguido do chamado caso Moderna, universidade com a qual Santana Lopes teve relações profissionais.
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