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Novo aeroporto abre guerra entre ministros

Pinto Luz contradiz Miranda Sarmento quanto aos encargos públicos

19 de dezembro de 2024 às 01:30
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Novo aeroporto abre guerra entre ministros

O custo para os contribuintes da obra do novo Aeroporto de Lisboa levou a que, com poucas horas de intervalo, dois ministérios apresentassem versões diferentes. Na última terça-feira, o titular da pasta das Finanças assumiu, pela primeira vez, que poderá existir financiamento público.

As declarações de Miranda Sarmento foram contra tudo o que foi dito até então pelo colega das Infraestruturas, que falou em “nem um euro” de investimento do Estado, e obrigaram o gabinete de Miguel Pinto Luz a vir explicar-se.

“Mantém-se a intenção do Governo de não onerar diretamente o Orçamento do Estado com a construção do aeroporto”, disse o ministério das Infraestruturas, ao início da tarde de quarta-feira.

Foi dada também a garantia de que o “relatório da ANA apresenta um cenário em que não há encargos diretos para os contribuintes”, o que vai ao encontro da “convicção inicial do Executivo”, mas que para Miranda Sarmento não era claro no dia anterior.

O governante afirmou, na entrega do documento pela concessionária, que o custo para os cofres públicos seria “o mais limitado possível”.

“Veremos o que o relatório da Vinci/ANA dirá sobre este aspeto”, referiu.

E não foi preciso muito tempo para que o Governo chegasse a uma conclusão. “O que já pudemos perceber, de uma leitura inicial, é que a nossa intenção e objetivo [de os contribuintes não terem encargos] são redobrados”, assegurou o ministro da Presidência.

António Leitão Amaro frisou que o documento não prevê custos com a obra para os portugueses.

PS “CONTRADIÇÃO E DESNORTE”

O PS pediu ao Executivo que envie ao Parlamento o relatório da ANA, acusando os ministérios das Finanças e das Infraestruturas de “contradição e desnorte” quanto ao investimento público que será necessário.

IL “DISCURSO POLÍTICO PREOCUPA”

A Iniciativa Liberal exigiu na quarta-feira ao Governo explicações sobre a empreitada, mostrando preocupação com a subida de preço e o “discurso político que prevê que venha a ser necessário financiamento por parte dos contribuintes”.

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