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Correio da Manhã

Política
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NOVO FÔLEGO PARA O DIÁLOGO

A vitória do PSOE nas eleições de domingo em Espanha vem dar um novo fôlego às conversações sobre a futura Constituição da União Europeia que se encontram num impasse devido à recusa de Madrid e de Varsóvia em fazerem concessões no que respeita à distribuição de votos.
16 de Março de 2004 às 00:00
Em entrevista ontem à rádio ‘Cadena Ser’, José Luis Zapatero, o primeiro-ministro eleito de Espanha, manifestou o desejo de “concluir rapidamente” as conversações sobre a Constituição e salientou estar certo de que em breve os Estados-membros vão conseguir chegar a um acordo sobre a “sensível questão do equilíbrio de poder”. “A Europa deve voltar a olhar para a Espanha como um país amigável, um país pró-europeu, um país que não provoca divisões”, declarou Zapatero.
A nova posição espanhola deverá desencadear uma sucessão de reuniões, dando um novo alento às conversações e uma nova esperança de se conseguir um acordo em breve. A Polónia também tem vindo a dar mostras de estar mais aberta a um acordo, enquanto a Alemanha – que, juntamente com a França, se recusou a ceder às exigências de Madrid e Varsóvia – suavizou a sua posição na semana passada.
Desde o início das conversações sobre a Constituição, em Outubro passado, que a Espanha e a Polónia se têm oposto a um novo sistema de voto no Conselho Europeu que lhes retira alguns dos privilégios que conseguiram no Tratado de Nice. O sistema de voto proposto estabelece que algumas decisões sejam tomadas por dupla maioria, ou seja, 50% dos Estados mais 60% da população. Ora esta proposta é desfavorável tanto para a Espanha como para a Polónia, ambos Estados grandes em dimensão, mas não em população.
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