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Correio da Manhã

Política

Novo ministro é moderado

O ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar cessante, Paulo Portas, telefonou a Luís Amado a dar-lhe os parabéns por ter sido nomeado para o cargo de ministro da Defesa do Governo de José Sócrates, e manifestou também a disponibilidade total para lhe entregar pessoalmente o dossiê de transição, apurou o CM junto de fonte próxima de Paulo Portas.
7 de Março de 2005 às 00:00
Outra fonte da direcção do partido, que esteve anteontem à noite na reunião do Conselho Nacional afirmou ao nosso jornal que Paulo Portas se referiu à nomeação de Luís Amado considerando-o “uma pessoa conhecedora e moderada”. No entanto, manifestou algumas dúvidas sobre se ele “terá peso político suficiente para afirmar as políticas de Defesa”.
Ou seja, Paulo Portas espera para ver se Luís Amado, que é ministro da Defesa mas não ministro de Estado, tem força suficiente para negociar com os restantes ministros orçamentos adequados à da Lei de Programação Militar (LPM), que este ano vai ser revista. Por ser uma lei importante, em termos de financiamento das Forças Armadas, Paulo Portas reiterou – tal como fizera durante a campanha eleitoral – a sua disponibilidade para contribuir para a estabilidade da política externa e de Defesa Nacional.
O novo ministro da Defesa, tem, pois, na revisão da LPM, uma grande ‘batalha’ a travar. Mas uma outra missão’ se aproxima e não menos ‘espinhosa’. Trata-se da nomeação do próximo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).
NOVO CEMGFA
No próximo dia 23 de Outubro, faz três anos que o almirante Mendes Cabeças foi nomeado para o cargo de CEMGFA, terminando assim a sua comissão de serviço e passando à reserva, dado já ter 62 anos.
Se o novo ministro da Defesa seguir a tradição de rotatividade dos ramos militares para desempenho do cargo, o novo CEMGFA será do Exército e, muito provavelmente, será nomeado o general Valença Pinto, actual Chefe de Estado-Maior do Exército (CEME). Se tal acontecer, abre-se uma vaga para o novo CEME, que será disputada pelo actual vice-CEME, general Bação de Lemos.
Até final do ano, Luís Amado terá ainda de decidir quem será o novo Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA), pois em 20 de Novembro o actual CEMA, almirante Vidal de Abreu, termina a sua comissão de serviço, podendo ou não ser reconduzido no cargo.
Tem sido mais ou menos regra em Portugal que, com um novo Governo, sejam nomeados também novas chefias militares, quando, naturalmente, as suas comissões de serviço chegam ao fim.
Mas o processo nem sempre é pacífico. Recorde-se que Vidal de Abreu, que ocupou na Marinha o lugar deixado vago quando Mendes Cabeçadas, foi nomeado CEMGFA, depois das declarações polémicas do general Alvarenga Sousa Santos (que foi CEMGFA até Outubro de 2002) sobre Paulo Portas e a Universidade Moderna.
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