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Novo plano Marshall

A Comissão Europeia está a preparar a ressurreição da Europa. Em causa estará a injecção de 200 mil milhões de euros nos países mais castigados pela crise, como é o caso de Portugal, através de de investimentos públicos e privados, para estimular o crescimento da economia. Já hoje, o Governo português está obrigado a submeter a Bruxelas um programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

30 de abril de 2012 às 01:00

O projecto da comissão liderada por Durão Barroso foi ontem avançado pelo diário espanhol ‘El País’, que o rotula como sendo "uma espécie de Plano Marshall". Designado Pacto para o Crescimento (ou Agenda para o Crescimento, como lhe chamou a chanceler alemã Angela Merkel), "o projecto visa lançar investimentos em infra-estruturas, energias renováveis e tecnologias", escreve o jornal.

Em causa, segundo o ‘El País’, estarão um conjunto de opções que passam por capitalizar o Banco Europeu de Investimento (BEI) ou recorrer à "engenharia financeira", através de ‘eurobons’, para financiar investimentos, ou da criação de uma agência de infra-estruturas.

Enquanto isso, o Governo de Pedro Passos Coelho reúne-se hoje em conselho de ministros extraordinário com vista a aprovar vários documentos orçamentais e financeiros para posterior submissão do PEC à União Europeia.

"GOVERNO ESTÁ A DESTUIR CONSENSO"

O líder do PS, António José Seguro, acusou recentemente o Governo de "falta de sentido de responsabilidade e de Estado", por estar a "destruir o consenso político" ao não dialogar e não estar aberto às propostas dos socialistas. "O Governo está obrigado a apresentar em Bruxelas vários documentos orçamentais e financeiros até segunda-feira [hoje]", lembrou Seguro, acusando o Executivo de Passos Coelho de marcar, "à última hora, um conselho de ministros para aprovar esses documentos". "Não seria normal que o Governo, se quisesse manter esse consenso, ouvisse a opinião do PS e quisesse primeiro ir ao Parlamento ouvir a opinião dos outros partidos para manter esse consenso?", questionou.

PROTESTO CONTRA AUSTERIDADE

Uma manifestação contra a austeridade juntou ontem vários espanhóis em Madrid. A organização fala em mais de 40 mil pessoas, mas fontes policiais garantiram que foram 9 mil, noticia a agência EFE. Números à parte, a marcha visou exigir ao Governo que não corte nos serviços públicos, nomeadamente na Saúde e Educação. Sob o lema ‘Com a Saúde e a Educação não se brinca’, o protesto serviu para contestar o plano do Governo que visa gerar 10 mil milhões de euros de poupanças anuais; sete mil milhões na saúde e três na educação.

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