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Novo secretário-geral é exemplo de "servidor público" ao contrário do antecessor, diz Luís Neves

Ministro demitiu na segunda-feira Ricardo Carrilho, que era secretário-geral desde janeiro de 2025 e nomeou Nuno Parreira da Silva.

16 de outubro de 2026 às 20:41

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, classificou esta sexta-feira o novo secretário-geral do Ministério da Administração Interna como um exemplo de servidor público, ao contrário do seu antecessor contra quem anunciou uma queixa-crime.

"Na tomada de posse do novo secretário-geral da Administração Interna, ficou absolutamente claro o que é que deve ser um servidor público e aquilo que não deve ser um servidor público", afirmou aos jornalistas Luís Neves, à margem de um encontro internacional de juízes, que teve esta sexta-feira início em Lisboa.

O ministro demitiu na segunda-feira Ricardo Carrilho, que era secretário-geral desde janeiro de 2025 e nomeou Nuno Parreira da Silva.

Ricardo Carrilho considerou a exoneração "um ato de retaliação" e acusou Luís Neves de "pressões ilegítimas" e "de uma interferência política asfixiante", lançando várias suspeitas à empresa que gere o SIRESP, nomeadamente que recebe anualmente a indemnização compensatória de cerca de 26 milhões euros "sem qualquer fiscalização".

Esta sexta-feira, o ministro confirmou a apresentação de uma queixa-crime, prometendo entregar nos "locais próprios" toda a documentação necessária.

Contudo, o governante insistiu que está a gerir o ministério com "muita tranquilidade", com os resultados a começarem a aparecer.

"Estamos muito satisfeitos com os resultados que estamos a ter, estamos a reconstruir o SIRESP, que fez um trabalho absolutamente extraordinário este ano", disse.

Acrescentou que o Ministério está a trabalhar na revisão do código da estrada, que "está numa reta final de ser aprovado", e, "dentro de dias" estará pronta a estratégia de segurança rodoviária e o plano de ação.

Há exatamente um mês, no debate parlamentar sobre o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, o ministro também dizia que "dentro de dias" iria apresentar a estratégia ao Conselho de Ministros, coisa que ainda não sucedeu até esta sexta-feira.

Falando esta sexta-feira aos jornalistas, Luís Neves recordou que "há muitos mortos na estrada e há muitas famílias destruídas", pelo que o Governo está a trabalhar "para mais civilidade e salvar vidas".

Noutro campo, mostrou-se focado "em conseguir encontrar caminhos de fortalecimento do ponto de vista dos estatutos das forças de segurança" e a trabalhar com o ministro das Finanças num "novo plano de programação" para a GNR e PSP, "quer em matéria de equipamentos, quer em matéria de instalações".

Esta sexta-feira, foi o único governante que participou num encontro internacional de juízes que decorre em Lisboa, dedicado ao tema da independência da justiça.

"Estive aqui por uma questão de respeito institucional", disse, recordando que tutela parte da investigação criminal e da segurança interna, um trabalho que depois tem relação com a magistratura.

"A palavra de independência da magistratura é de facto um dos grandes pilares do Estado de Direito democrático e por isso estive aqui com muito orgulho", justificou.

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