Governante referiu que o investimento que o Governo PSD/CDS-PP está a fazer na defesa está a "incomodar alguma gente".
O ministro da Defesa Nacional advertiu, esta quinta-feira, que na política não vale tudo, que tem o seu "bom nome, honra e consideração" como valores absolutos e não aceita que ninguém os questione.
"Não vale tudo, não vale tudo na vida e não vale tudo na política", disse Nuno Melo aos jornalistas, no final da assinatura de um memorando de entendimento entre Portugal e Espanha para a compra de 75 viaturas táticas ligeiras para os fuzileiros da Marinha, no Forte de São João Batista, no Porto.
Durante um discurso de mais de 10 minutos, o governante referiu que o investimento que o Governo PSD/CDS-PP está a fazer na defesa está a "incomodar alguma gente".
"Pelos vistos que se faça, que se concretize, que se invista e que se obtenha resultados está a incomodar alguma gente, mas fique para essa gente a lama, a infâmia, o insulto e a difamação", disse Nuno Melo, no seu discurso.
Questionado depois a quem se dirigia, Nuno Melo não esclareceu, considerando que não precisa de concretizar muito.
"Nós chegamos a um momento da nossa vida em que o padrão caiu tanto, bateu tanto no fundo, que as pessoas, entre eles políticos, podem ser injuriadas e difamadas e, para alguns políticos, comentadores e também para alguns elementos da comunicação social, devem conformar-se com isso, não se passa nada", assinalou.
O ministro apontou que é de uma geração em que o bom nome, a honra e a consideração têm muito valor e são direitos de personalidade protegidos pela Constituição da República Portuguesa.
Por esse motivo, acrescentou, tem o seu "bom nome, honra e consideração" como valores absolutos, não aceitando que ninguém os questione, mais ainda quando, considerou, "faz tudo certo".
"Eu tenho uma vida dedicada ao combate à corrupção", lembrou.
Já sobre a decisão de processar judicialmente o presidente do Chega, André Ventura, e o deputado Pedro Frazão, o ministro da Defesa Nacional indicou que a queixa há de dar entrada nos tribunais em setembro.
"Estamos em férias judiciais, a dimensão [da queixa] há de ser cível e, no momento oportuno, durante o mês de setembro [dará entrada]. Para quem sabe como as coisas acontecem no mundo do direito, uma ação judicial não é propriamente um teste americano em que se colocam umas cruzes e se entrega num tribunal", assinalou.
Uma peça processual deve ser "bem preparada, bem detalhada e instruída do ponto de vista da prova e no tempo próprio", apontou.
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