Em causa está um terreno militar na Serra do Pilar que a Câmara quer utilizar para habitação.
O ministro da Defesa lamentou este domingo "imenso" o "tom", os "adjetivos" e as "considerações" feitas pelo presidente da Câmara de Gaia, que o acusou de mentir sobre um processo relativo a terreno militar que a autarquia quer para habitação.
"Eu lamento imenso aquilo que aconteceu ontem. Lamento o tom, lamento os adjetivos, lamento as considerações pessoais e até partidárias, se tivermos em conta que o CDS é um partido que, lealmente, esteve do lado do doutor Filipe Menezes a apoiá-lo naquela caminhada que o levou até à presidência", disse hoje Nuno Melo, também presidente do CDS-PP, aos jornalistas, no Porto.
Ladeado pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte - que não quis prestar declarações sobre a nega, pela organização da Acampada pela habitação, de contactos com a autarquia - Nuno Melo disse ter "muita pena" das declarações de Menezes, recusando fazer qualquer "tipo de consideração pessoal", afirmando que tem "profunda estima" pelo autarca de Gaia.
Na sexta-feira à noite, na SIC Notícias, Luís Filipe Menezes acusou Nuno Melo de mentir, dizendo que era "completamente falso" que tenha sido convocado para uma reunião na quinta-feira, dizendo ainda que o ministro se recusou a atendê-lo.
Em causa está um terreno militar na Serra do Pilar que a Câmara quer utilizar para habitação, e na quinta-feira Menezes disse estar "à espera há um ano, com os empresários com o dinheiro na mão, com os fundos internacionais que querem financiar, sem a Câmara entrar com tostão, por causa do senhor ministro".
Hoje, Nuno Melo manteve a versão apresentada na sexta-feira por fonte oficial do ministério, reiterando que em 2002 "o exército entregou à Câmara de Gaia alguns dos melhores terrenos que tinha na Serra do Pilar num protocolo que teve contrapartidas", que eram "obras em três quartéis e a valorização de um terreno através da sua capacidade construtiva", mas "até hoje esse protocolo não foi cumprido" e "nenhuma obra foi feita".
Segundo o ministro, "entregando-se hoje esse terreno à Câmara de Gaia, então significava que o Exército daria tudo e não teria nenhum retorno", insistindo que está vinculado à Lei das Infraestruturas Militares, que "obriga a que se um terreno das Forças Armadas sair (...), tem que ser rentabilizado, não pode ser dado".
"Qualquer entidade que queira beneficiar de edifícios que estão no perímetro das Forças Armadas, através da Lei das Infraestruturas Militares, tem que pagar", e após uma avaliação da empresa pública Estamo, "estabelecem-se os termos em que essa rentabilização é feita", podendo o pagamento "ser feito diretamente pela entidade que quer ficar com o terreno".
Estando também ladeado pelo secretário de Estado Álvaro Castelo Branco, disse que este "deu instruções ao seu chefe de gabinete para contactar, e contactou, o chefe de gabinete do Dr. Luís Filipe Menezes, para que na quinta-feira fosse realizada uma reunião".
"A conversa aconteceu e a reunião ficou de ser confirmada, sendo que depois acabou por não ser confirmada, apesar de várias insistências, vários telefonemas, mas facto é que não apareceu ninguém na reunião, nem foi dada nenhuma justificação para o facto", vincou Nuno Melo, que garantiu que não é "nenhuma desconsideração" reunir-se com o secretário de Estado, que tem a "competência expressa" relativamente a infraestruturas.
O ministro sugeriu ainda que quanto a habitação, há "imensos jovens militares a precisar de casa" e "a autarquia pode construir habitações, múltiplas habitações, 3.000, 4.000, as que quiser, entregando parte às forças armadas para que fiquem disponíveis para os jovens militares".
"O apelo que eu faço é para que, mais do que invetivas através da comunicação social, que ajudam pouco a resolver os problemas, alguém da Câmara de Gaia, o seu presidente, alguém por si mandatado, reúna onde quiser" e "não tem de ser em Lisboa", dizendo o ministro que até gosta "muito mais" de se reunir no Porto.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.