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Nuno Melo rejeita que CDS seja muleta do PSD e garante não ter medo de ir a votos sozinho

Presidente do CDS-PP deixou esta posição na apresentação da sua moção de estratégia global ao 32.º Congresso do CDS, intitulada "Tempo de futuro".

16 de maio de 2026 às 19:14

O presidente do CDS-PP considerou este sábado falsa e "profundamente injusta" a "conversa da diluição" na coligação com o PSD, rejeitando que o partido seja muleta, e garantiu que os centristas não têm medo de ir a votos sozinhos.

Nuno Melo deixou esta posição na apresentação da sua moção de estratégia global ao 32.º Congresso do CDS, intitulada "Tempo de futuro".

O líder, e recandidato à liderança dos centristas, afirmou que o PS só saiu da governação "porque o PSD e o CDS deram as mãos através da AD" e defendeu que o seu partido fez a diferença para o resultado eleitoral.

"A diferença foi de pouco mais de 30 mil votos e sabemos que o CDS no seu pior momento teve resultados próximos de 100 mil votos. Então nós sabemos que, de facto, o CDS foi uma parte relevante desta equação, foi por causa do CDS também que o poder político passou dos socialismos para o espaço político de centro-direita", sustentou.

"Isto não foi por favor e nós não somos muleta", salientou.

Nesta primeira intervenção perante o congresso, que decorre entre este sábado e domingo em Alcobaça, o presidente do CDS-PP e ministro da Defesa Nacional respondeu aos críticos que têm alertado para a diluição do partido na coligação com o PSD.

"Essa conversa da diluição não é só falsa. Eu, sinceramente, considero-a profundamente injusta para quem todos os dias dá tudo de si para afirmar o CDS num contexto que é difícil", defendeu, recusando ransformar o PSD num adversário.

Nuno Melo garantiu igualmente que o CDS "não tem medo", "nunca teve medo de ir a votos" e referiu que ele próprio já se apresentou a eleições "muitas vezes sozinho".

O líder centrista rejeitou também que o futuro da AD seja um tema para este congresso, questionando "que sentido faria estar agora a vincular o país a uma estratégia para daqui a três anos no que tem a ver com o CDS".

Melo defendeu que isso "não faz sentido nenhum" e recusou "vincular o CDS noutra estratégia que tem o PSD como adversário, quando até vamos ter outro congresso pelo caminho".

"Então hoje, aqui, vamos vincular o partido a três anos numa outra estratégia quando só levamos um de Governo e a nossa luta deve ser pelo sucesso do Governo, isto faz sentido? Meus amigos, sinceramente, não faz, e esse não será, seguramente, o meu caminho", adiantou.

Melo afirmou que "o aventureirismo quase matou o partido em 2022" e "a opção neste Congresso há de ser entre o sentido de responsabilidade ou o lirismo".

O líder do CDS considerou que Aliança Democrática (AD) "não é só do PSD": "A AD é do PSD, mas é também do CDS e, em conjunto, estamos a transformar Portugal".

E sustentou que a AD "foi boa" para o CDS, porque permitiu ao partido voltar ao parlamento e ao Governo, e também "é boa para Portugal" e "vale a pena".

Melo acusou também aqueles que defendem que o partido deve apresentar-se sozinho a eleições de "ajudar os socialismos e os populismos a combater a AD".

"Não será pela minha mão que o poder em Portugal vai ser entregue de novo aos socialistas ou, pela primeira vez, aos populistas", salientou, afirmando que os "adversários estão fora, são as oposições".

O ministro da Defesa defendeu ainda que os últimos governos PSD/CDS fizeram "mais pela paz social em dois anos do que o PS em oito anos".

Nuno Melo defendeu também que as medidas aprovadas pela AD no Governo e no parlamento têm "a marca" do CDS, nomeadamente na Defesa Nacional, nas políticas de segurança, "nas novas políticas em relação ao descontrolo dos fluxos migratórios", na proibição do uso de telemóveis nas escola, na celebração do 25 de Novembro, ou, ainda, ou na proibição de certas bandeiras em edifícios públicos.

O recandidato à liderança disse também que "salvou o partido" quando o CDS atravessava "o momento mais difícil" da sua História, mas "não foi sorte, deu mesmo muito trabalho".

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