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Correio da Manhã

Política
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Nuno Melo defende solução militar para crise de imigrantes

O eurodeputado defende parcerias "entre a União Europeia e países como a Turquia e a Síria".
23 de Abril de 2015 às 20:03
O eurodeputado do CDS/PP Nuno Melo
O eurodeputado do CDS/PP Nuno Melo FOTO: Marisa Cardoso/Sábado

O eurodeputado centrista Nuno Melo defendeu esta quinta-feira o uso da força militar pela União Europeia para eliminar as redes de tráfico de pessoas no norte de África, depois de "demonstrado que o simples patrulhamento do Mediterrâneo não é suficiente".

Nuno Melo falava à imprensa, à margem do 7.º Congresso da Confederação de Agricultores de Portugal, em Lisboa, a propósito do Conselho Europeu extraordinário que decorre esta quinta-feira em Bruxelas para adotar medidas que impeçam que mais imigrantes morram no mar, como os cerca de 800 do naufrágio do passado fim de semana, no Mediterrâneo, o mais recente de muitos.

"O que sucede, para além da calamidade humanitária, tem também na base um negócio hediondo de quadrilhas e fenómenos de organizações que, à escala internacional, se aproveitam do flagelo e das necessidades de outros para fazerem dinheiro, e hoje, as guerras em muitos países potenciam esses fenómenos migratórios", frisou o eurodeputado do CDS-PP.

"Não me choca nada que, na origem, se combata este fenómeno para que se consiga evitar que as pessoas morram em atos que, em muitos casos, considero homicidas. Se está demonstrado que o simples patrulhamento clássico do Mediterrâneo, desde logo através das marinhas dos países mais afetados, não é suficiente, então, alguma coisa mais tem de ser feita", defendeu. E acrescentou: "Eu acredito sincera e genuinamente que o combate na origem dessas organizações criminosas pode ter alguma eficácia".

O centrista mostrou-se também favorável a que esse combate seja feito "com parcerias entre a União Europeia e países como a Turquia, a Síria e todos os outros de onde vêm muitas destas pessoas - que vêm de toda a África, não só do norte - para que deixem de ser assim vitimadas".

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