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Correio da Manhã

Política
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“O PSD é irrelevante não conta para nada”

Costa acusa PSD de irrelevância e Passos diz que primeiro-ministro vive num mundo de fantasia.
José Rodrigues 28 de Janeiro de 2017 às 08:08
Passos Coelho e António Costa envolveram-se numa dura troca de palavras durante o debate quinzenal, ontem de manhã, no Parlamento
Passos Coelho e António Costa envolveram-se numa dura troca de palavras durante o debate quinzenal, ontem de manhã, no Parlamento FOTO: Lusa
É a guerra aberta entre PS e PSD devido à redução da Taxa Social Única (TSU) dos patrões, entretanto revogada e substituída pela descida do Pagamento Especial por Conta (PEC). As feridas entre os dois principais partidos do sistema político revelaram-se ontem no início do debate quinzenal. Ainda o PSD não tinha dito nada e já o primeiro-ministro lançava o ataque: "O PSD é hoje irrelevante. O PSD não conta para nada relativamente ao País."

De imediato se ouviram protestos nas bancadas e o nervosismo instalou-se. Mas, ainda assim, o líder do PSD, Passos Coelho, começou por elogiar o facto de António Costa ter colocado na agenda do Governo a criação de um Fundo Monetário Europeu. Foi sol de pouca dura, pois logo de seguida acusou o Governo de "viver num mundo de fantasia". E lançou o repto a António Costa: "Diga qual é o valor do défice sem medidas extraordinárias." E António Costa retorquiu: "O senhor deputado terá a resposta quando o Diabo cá chegar." Passos Coelho tinha antes defendido que o défice de 2016 é de 3,4%, descontadas as medidas extraordinárias e os cortes no investimento. Como não obteve resposta, Passos Coelho chamou ignorante a Costa: "Tenho a certeza de que o senhor primeiro-ministro não precisa de ajuda para mostrar a sua ignorância, não responde porque não sabe." As intervenções do primeiro-ministro incidiram sobretudo na tentativa de evidenciar a "cambalhota" ideológica do PSD no caso da TSU.

Naturalmente que Passos Coelho reagiu dizendo, mais uma vez, que o PS deveria ter encontrado apoio nos partidos da ‘Geringonça’. E rematou: "Conte mesmo que o PSD está na oposição, e não está na oposição nem para fazer a vida fácil ao Governo, nem para substituir o PCP e o BE quando lhe falharem. Quando precisar do PSD para negociar alguma coisa importante, primeiro peça."
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