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Correio da Manhã

Política
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O seguro morreu muito velho

Os casos multiplicam-se um pouco por todo o lado. A crise económica, o desemprego e a situação de muitos bancos por esse mundo fora têm provocado actos de desespero e de alguma violência contra banqueiros e gestores.
3 de Abril de 2009 às 00:30
Ricardo Salgado, presidente do BES, não quer correr riscos
Ricardo Salgado, presidente do BES, não quer correr riscos FOTO: André Kosters, Lusa

Em França, repetem-se os sequestros de gestores sempre que as empresas fecham ou decidem despedir trabalhadores. No Reino Unido, um ex-banqueiro de uma intituição nacionalizada pelo Governo de Gordon Brown viu a sua casa ser vandalizada. E este ambiente tem sido agravado com as notícias diárias sobre os salários, prémios de gestão e indemnizações de banqueiros e gestores.

Por cá, até à data, nada disto aconteceu. Mas como o seguro morreu de velho, Ricardo Salgado, presidente do grupo Espírito Santo, decidiu prevenir qualquer situação destas e mandou colocar seguranças em todas as casas dos muitos administradores do grupo.

Sem excepção. E se nos dias de semana a segurança é simples, nos fins-de-semana as coisas são levadas mais a sério, particularmente quando os administradores e respectivas famílias não estão em casa e vão passar sábados, domingos e feriados para a Comporta, quartel-general da imensa família Espírito Santo. Sinais dos tempos em que nem o Espírito Santo nos ajuda.

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