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Correio da Manhã

Política
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OE2012: PS ainda não decidiu sentido de voto

O PS afirmou esta segunda-feira que mantém em aberto todas as opções de voto face à proposta de Orçamento do Estado para 2012, mas acusou o Governo de estar a tornar os portugueses "cobaias de experiências falhadas".
17 de Outubro de 2011 às 19:59
António José Seguro, secretário-geral do PS
António José Seguro, secretário-geral do PS FOTO: Estela Silva/Lusa

A posição dos socialistas sobre a proposta do Governo de Orçamento foi transmitida no final da reunião do Secretariado Nacional do PS pelo seu porta-voz, João Ribeiro.  "Todas as soluções que se falam [agora] na União Europeia contrariam este Orçamento e parece que estamos a ser cobaias de receitas falhadas", declarou o porta-voz da direcção do PS, antes de se referir à forma como os socialistas vão tomar a decisão perante a proposta orçamental do Governo. 

"O PS é um partido responsável e decidirá o seu sentido de voto estudando a proposta e tendo em atenção o interesse nacional. O PS não cederá a pressões nem a chantagens", disse João Ribeiro, referindo, depois, que na próxima semana a direcção do seu partido encontrar-se-á com os parceiros sociais e, depois, reunirá em Comissão Política Nacional.  

"Antes desse processo o PS não divulgará qual a sua posição face ao Orçamento", advertiu o dirigente socialista. Interrogado se o PS mantém a ideia de que a probabilidade de voto contra o Orçamento é de 0,0001 por cento, o porta-voz do Secretariado Nacional deu a seguinte resposta: "Mantêm-se as três hipóteses [de sentido de voto] em aberto".  

"O PS esteve sempre de boa-fé neste processo e a verdade é que só hoje estamos a conhecer todas as dimensões deste Orçamento. É com base na análise de todas as dimensões do Orçamento que o PS formulará a sua decisão política", justificou.  

Na sua declaração inicial, João Ribeiro tentou demarcar o PS do caminho escolhido pelo Governo em termos de estratégia orçamental, dizendo que as medidas apresentadas "são violentas e injustas sobretudo para quem vive do trabalho ou das pensões".  

"Este Orçamento viola promessa eleitorais. Este primeiro-ministro foi quem mais informação dispôs sobre a situação orçamental antes de umas eleições, quer aquando da negociação do Orçamento para 2011, quer durante a negociação com a troika", disse o dirigente socialista.  

João Ribeiro procurou também vincular o PSD à estratégia e execução orçamental do corrente ano, considerando que é "co-autor e co-executor" da política orçamental em vigor.  

"A execução em 2011 já é em maior medida da responsabilidade deste Governo e tem mandato para corrigir desvio à sua execução. O primeiro-ministro está a desculpar-se com o passado para impor as suas ideias sobre a economia e o Estado, tendo em vista enfraquecê-lo", sustentou.

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