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Correio da Manhã

Política
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OPOSIÇÃO CONTRA PROLONGAMENTO NO IRAQUE

Os partidos da oposição parlamentar manifestaram-se contra o prolongamento da missão da GNR no Iraque, decisão tornada pública pelo Governo no domingo. Por exemplo, o PS, emitiu um comunicado, no qual “reafirma a posição anteriormente assumida de que aquela força [GNR] deveria regressar a Portugal”, uma vez “terminado o compromisso que agora se esgotou”.
9 de Novembro de 2004 às 00:00
Em declarações ao CM, o porta-voz do partido para as Relações Internacionais, Luís Amado, explicou que “esta é a posição oficial do PS” e que a mesma foi “recentemente sufragada no decorrer do último congresso”.
Nesse sentido, acrescenta, “o PS reconhece ao Governo a competência para decidir, como fez, prolongar a missão”, pela qual deve “assumir a responsabilidade”, depois de levar em conta “a avaliação das condições em que a GNR actua” e dos “compromissos que o próprio Governo assumiu”.
O comunicado do PS conclui que “torna-se claro que essa prorrogação pressupõe a realização das eleições referidas na resolução 1546 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e no prazo nela previsto”.
Já o PCP condena a decisão de prolongar a permanência da GNR por se tratar de uma missão, no seu entender, baseada em “mentiras”, enquanto ‘Os Verdes’ consideram a decisão “escandalosa”.
Entretanto, o Bloco de Esquerda não só condena a decisão de prolongar a missão da GNR, como exige a retirada por entender tratar-se de uma “força ocupante” daquele país.
Pelo contrário, o CDS-PP congratulou-se com esta decisão, defendendo que a missão da GNR é necessária para apoiar as eleições, previstas para o início de 2005.
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