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Correio da Manhã

Política
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Oposição da esquerda à direita arrasa falhanços do Governo

Emergência renovada com os votos a favor de PS, PSD, PAN e deputada não inscrita Cristina Rodrigues.
Salomé Pinto 26 de Fevereiro de 2021 às 09:04
Parlamento aprovou o 12º  estado de emergência. Ministro Eduardo Cabrita diz que “ainda não é tempo de desconfinar”
Ministros da Saúde e da Administração Interna marcaram presença na AR
Parlamento aprovou o 12º  estado de emergência. Ministro Eduardo Cabrita diz que “ainda não é tempo de desconfinar”
Ministros da Saúde e da Administração Interna marcaram presença na AR
Parlamento aprovou o 12º  estado de emergência. Ministro Eduardo Cabrita diz que “ainda não é tempo de desconfinar”
Ministros da Saúde e da Administração Interna marcaram presença na AR
Debaixo de uma chuva de críticas, da esquerda à direita, sobre o falhanço na gestão da pandemia, o Governo viu ontem renovada o 12º estado de emergência pelo Parlamento, com os votos a favor de PS, PSD, PAN e de Cristina Rodrigues, contra de PCP, PEV, CDS, Iniciativa Liberal, Chega e de Joacine Katar Moreira, e a abstenção de BE.

O Executivo manteve a tese de que “ainda não é tempo de desconfinar”, mas vê “esperança na primavera”, adiantando que “no final desta semana haverá mais vacinados do que infetados”, disse o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Desta vez, o líder do PSD, Rui Rio ficou no banco e passou a bola ao social-democrata André Coelho Lima, que acusou o “Governo de total desorientação”. Para Pedro Filipe Soares, do BE, “o País cumpriu, o Governo é que está a falhar” no reforço do SNS e na testagem e nos apoios. E atacou o ministro das Finanças, “sempre agarrado à carteira, deixando pessoas e empresas para trás”.

João Oliveira, do PCP, pediu ao Executivo para “se libertar do colete de forças da UE”, diversificando a compra de vacinas. “Atenção às moratórias e à sustentabilidade da banca”, alertou João Gonçalves Pereira, do CDS. André Silva, do PAN atribuiu “a responsabilidade da crise ao Governo”. E Ventura citou Passos Coelho: “Não se põe um país a pão e água por mera precaução, deve-se fazê-lo apenas por patriotismo”.

Marta Temido corrige Cabrita e faz ‘mea culpa’
Cabrita escreveu no relatório do estado de emergência que finda a 1 de março que os portugueses foram os responsáveis pelo agravamento da pandemia. Perante a contestação que gerou na AR, Temido corrigiu o ministro: “Não há culpados, há uma doença”.


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