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Correio da Manhã

Política

“Os cravos não são do CDS”

Foi num almoço em Grândola que o líder do PCP lançou o grito de guerra: "Bem podem usar cravos vermelhos que nunca os sentirão como sendo um símbolo daquilo que foi a revolução de Abril" – disse Jerónimo de Sousa, logo explicando estar "a falar do CDS" que "esteve contra a revolução".
31 de Maio de 2011 às 00:30
Em Grândola, no litoral alentejano, o líder do PCP defendeu as conquistas de Abril
Em Grândola, no litoral alentejano, o líder do PCP defendeu as conquistas de Abril FOTO: Lusa / Carlos Santos

Em campanha no litoral alentejano – e na terra de Zeca Afonso –, Jerónimo não deixou os créditos comunistas por mãos alheias e atacou o líder do CDS, Paulo Portas por ter andado no domingo com um cravo vermelho, símbolo de Abril. Sublinhou depois a necessidade de lembrar a revolução de Abril, assim como a mais célebre cantiga do trovador de intervenção, ‘Grândola, Vila Morena’ e o seu refrão, porque, acrescentou, "o povo é quem mais ordena".

Jerónimo de Sousa apelou ainda ao voto dos mais jovens na CDU. "As novas gerações não pensem que vão adquirir algum testamento ou alguma herança das anteriores gerações em relação aos direitos que eles próprios têm de conquistar", avisou. Isto num dia que ficou marcado também pela ideia de que Portugal sair da zona euro não é um "assunto tabu", mas "um debate que deve ser feito".

SEGREDO DE ESTADO

Jerónimo de Sousa não disfarça que após as eleições, mesmo que a CDU não cresça, a luta vai continuar nas ruas. Dizia ontem à Lusa que "muitas pessoas não estão prevenidas para aquilo que querem fazer à sua vida, aos seus salários, às suas pensões e quando o sentirem vão reagir e agir".

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