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Correio da Manhã

Política

PACOTE DE ESPERANÇA

O primeiro-ministro poderá anunciar hoje um pacote de medidas com um valor simbólico de "esperança no futuro", em contraponto ao discurso de dramatização da situação que tem proferido, disseram à Lusa fontes do seu gabinete.
5 de Julho de 2002 às 22:04
O anúncio deste conjunto de medidas deverá ser feito durante a reunião do Governo que assinala os três meses de coligação PSD/CDS ou em alternativa nos próximos dias.

Apesar destas medidas que o Governo anuncia como positivas, o tom da intervenção de Durão Barroso na reunião de hoje incidirá de novo na "gravidade da situação", tendo como referência, o défice de 3,9 por cento avançado preliminarmente pelo Banco Central Europeu (BCE).

Na reunião, que decorrerá na sua Residência Oficial, o primeiro-ministro vai defender o trabalho efectuado nos primeiros três meses e acusar a oposição, nomeadamente o PS, de ter pretendido "dar um xeque-mate nas primeiras jogadas".

"Uma equipa que funciona e um bom espírito de governo" será um dos motes do discurso de Durão Barroso que se vai servir das estatísticas para dar força aos seus argumentos.

Uma delas, referiu a mesma fonte, é o volume de legislação produzida e a conclusão de que "em três meses nunca nenhum Governo realizou tantas reformas estruturais".

Entretanto, ontem numa das suas primeiras intervenções sobre a Europa, desde que é primeiro-ministro, Barroso interveio, na Alemanha, no Simpósio 2002 do Instituto Franz Josef Strauss, num painel iniciado por Edmund Stoiber, o presidente da Baviera e candidato da CDS/CSU às eleições legislativas de Setembro.

Stoiber e Barroso partilham posições sobre a construção europeia, nomeadamente as rejeições de um directório europeu, da discriminação dos Estados com menor dimensão e do cargo de presidente do Conselho Europeu.
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