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Correio da Manhã

Política
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PADRES AFRICANOS

Noutros tempos, os padres portugueses foram um pilar do processo de colonização, hoje, a falta de vocações em Portugal resolve-se com a presença de sacerdotes africanos nas paróquias portuguesas, através do trabalho de Oscar Braga, bispo de Benguela, que nos últimos anos enviou cinco padres para Viseu, outros tantos para Coimbra, dois para Setúbal, e uns quantos para os arredores de Lisboa, em Loures.
29 de Outubro de 2003 às 00:00
Com 75 anos e responsabilizando-se também pela província de Huambo, Oscar Braga já ordenou 150 padres. “é tudo um a questão de perder tempo a visitar os kimbos (aldeias), conversar com os jovens e perceber se estão ou não vocacionados para vida religiosa.”
SARMENTO À BOLEIA
Tudo leva a crer que os serviços de protocolo de Portugal e Angola pretenderam, com a visita de Estado de Durão Barroso que termina hoje, bater um recorde de cerimónias no menor espaço tempo possível. Como os milagres nestas coisas da organização já são raros, o ministro Morais Sarmento foi a vítima protocolar: a viatura oficial arrancou sem a sua presença, em Benguela, no trajecto da Escola do Magistério Primário para o consulado português, e lá teve que pedir boleia a uma pick-up dos jornalistas de televisão angolanos. Estupefactos, os repórteres, lá deram a mão ao ministro, sem perceberem muito bem quem era semelhante figura.
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