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Correio da Manhã

Política
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‘Pai’ do SNS não perdoa ex-ministro

O ‘pai’ do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Arnaut, disse ontem que Correia de Campos, ministro da Saúde no primeiro governo de José Sócrates, tomou medidas "inadmissíveis a um governante socialista".
21 de Agosto de 2011 às 00:30
António Arnaut contesta algumas medidas de Correia de Campos
António Arnaut contesta algumas medidas de Correia de Campos FOTO: direitos reservados

António Arnaut reagia a declarações de Correia de Campos que, em entrevista ao jornal ‘i’, disse que o fundador do SNS e Manuel Alegre poderiam "ser os coveiros do SNS". António Arnaut não gostou e disse à Lusa que Correia de Campos "deve queixar-se das suas políticas erradas" e não de quem se opôs a elas. Na entrevista, Correia de Campos diz que Arnaut e Alegre combateram "as políticas de racionalização do SNS" que conduziu enquanto era ministro e que sente "imensa mágoa" pela atitude de "pessoas com responsabilidade política", referindo-se aos ‘históricos’ do PS.

António Arnaut contesta algumas medidas de Correia de Campos, entre as quais o "encerramento precipitado de algumas unidades de saúde", antes de "estarem criadas alternativas que as substituíssem", e a criação das "chamadas taxas moderadoras para cirurgias de ambulatório e para internamentos hospitalares". Arnaut sustenta que essas taxas "não eram moderadoras (os tratamentos em causa não dependiam de decisão do utente, mas do médico), eram formas de co--pagamento", o que "é inconstitucional" e "em circunstância alguma deveriam ser instituídas por um governante socialista". António Arnaut admite ainda que as políticas de Correia de Campos se podem ter ficado a dever à sua "passagem pelo Banco Mundial", onde terá adquirido "uma visão liberal". "Ele tem o direito de mudar, mas como socialista tem obrigação de defender o modelo de SNS traçado na Constituição, com a matriz do PS", frisou.

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