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Correio da Manhã

Política
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PAN abstem-se na generalidade por haver "margem para melhorar"

Inês Sousa Real aponta um "desfasamento" entre o que o governo deveria fazer e o que efetivamente faz.
Lusa 17 de Junho de 2020 às 19:07
Inês Sousa Real, PAN
Inês Sousa Real, PAN
Inês Sousa Real, PAN
Inês Sousa Real, PAN
Inês Sousa Real, PAN
Inês Sousa Real, PAN

O PAN justificou hoje a abstenção no Orçamento Suplementar considerando que existe margem para melhorar o documento e apontando um "desfasamento" entre o que o governo deveria fazer e o que efetivamente faz.

"O PAN [Pessoas-Animais-Natureza] não subscreve a visão dos que consideram tudo mal neste orçamento mas também não perfilha da visão idílica de que a resposta dada pelo governo é suficiente e necessária", considerou Inês Sousa Real, no discurso de encerramento do partido no debate sobre o orçamento suplementar, que decorreu esta tarde na Assembleia da República.

A líder da bancada alegou que "continua a haver um enorme desfasamento entre o que seria suposto o governo fazer e aquilo que o governo faz efetivamente", nomeadamente em áreas como o investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS), na aposta na transição digital ou no combate às alterações climáticas.

A líder parlamentar julgou "particularmente incompreensível" investimentos em setores económicos como a banca, onde serão injetados milhões de euros "ao mesmo tempo que não são dados apoios substanciais aos municípios e às regiões autónomas", parceiros que a deputada considerou como estratégicos e fundamentais no combate à pandemia.

"Vemos milhões a voarem para a TAP mas são migalhas a sobrar para os profissionais da cultura", vincou ainda Inês Sousa Real, nas críticas feitas ao documento.

O PAN considerou que mesmo em áreas onde foram dados "passos importantes" como a habitação social ou a saúde, "fica claro" que se poderia "ter ido mais longe assim houvesse coragem", prometendo que irão avançar com um conjunto de propostas de alteração ao documento apresentado pelo governo socialista.

Joacine Katar Moreira, deputada não inscrita, também se absteve na votação na generalidade do documento por considerar que este orçamento deveria ser de emergência social "mas não o é" e argumentando que o documento não colmata as insuficiências atuais do país.

"É um orçamento muito ao estilo do PS: dá-nos a ideia que tem uma ansiedade enorme em lutar pelos indivíduos, pelos cidadãos, pelas suas necessidades reais e quotidianas mas é um orçamento que acaba por acautelar mais algumas entidades do que necessariamente as necessidades urgentes e reais da população", criticou a deputada, sem deixar de reconhecer o investimento previsto para a habitação e transportes.

Katar Moreira sublinhou ainda a importância da "interseção" entre as questões de caráter ambiental e as dificuldades sociais, fundamentais para "salvaguardar a cidadania num contexto de emergência sanitária", avançando que irá apresentar propostas de alteração nesse sentido.

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