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Correio da Manhã

Política
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PAPA LANÇA NOVO APELO

O Papa, João Paulo II, voltou a insistir ontem, durante a habitual mensagem de domingo a partir da sua residência de férias, na inclusão de uma referência à herança cristã na futura Constituição Europeia.
25 de Agosto de 2003 às 00:00
O Papa lembra que o Cristianismo poder ser elo de coesão na UE
O Papa lembra que o Cristianismo poder ser elo de coesão na UE FOTO: Vicenzo Pinto/Lusa
João Paulo II quer mais do que uma menção à "Europa religiosa". "O reconhecimento explícito no Tratado das raízes cristãs da Europa torna-se a principal garantia de futuro para o continente", avisa o Papa.
O Sumo Pontífice argumenta que o ideal de humanismo do cristianismo pode ser um elo de coesão entre os países da União Europeia (UE). "A Igreja Católica está convencida de que o Envangelho de Cristo, que constituiu um elemento unificador dos povos europeus durante séculos, permanece nos dias de hoje como uma força inegável de espiritualidade e fraternidade", disse João Paulo II.
Esta discussão é antiga e divide os líderes europeus. O primeiro-ministro português, Durão Barroso, já veio a público apelar para que o cristianismo não fosse esquecido, porque é "um elemento fundador da Europa". O ministro da Defesa, Paulo Portas, foi mais longe e acusou a União Europeia de querer "ignorar Deus e remeter o cristianismo para um lugar secundário". Portugal, Itália, Espanha e Polónia são os países da UE que mais defendem a introdução do cristianismo no Tratado.
O preâmbulo da Constituição Europeia afirma que ela "se inspira na herança cultural, religiosa e humanista da Europa" e garante que "a União respeita o estatuto de que gozam as igrejas nos Estados membros".
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