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Correio da Manhã

Política
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Passos: “2012 é um obstáculo que vamos ultrapassar”

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira que o Governo encara 2012 como "um obstáculo" que vai ser ultrapassado e manifestou-se convicto de que Portugal sairá mais forte "deste ano difícil".
6 de Janeiro de 2012 às 18:38
Passos Coelho acredita que Portugal vai sair "mais forte deste ano difícil"
Passos Coelho acredita que Portugal vai sair 'mais forte deste ano difícil' FOTO: Andre Kosters/Lusa

Passos Coelho fez esta afirmação depois de ter ouvido cantar as janeiras, nos jardins da residência oficial de São Bento, na companhia da sua mulher, Laura, e do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, e na presença de várias instituições de idosos.  

Os três ouviram cantar e tocar o grupo Cantares de Vila Chã de Sá, do concelho de Viseu, que dedicou uma cantiga ao primeiro-ministro e à sua mulher, com a seguinte quadra: "Viva a senhora Laura / toda a gente lhe quer bem / se os passarinhos falassem / adoravam-na também".  

O primeiro-ministro chegou a trautear o refrão desta cantiga: "Aqui estamos nós todos reunidos/ cantar as janeiras aos nossos amigos/ não é por interesse, mas sim por amizade /cantar as janeiras à sociedade".  

Durante este convívio em Dia de Reis, Passos Coelho demorou-se a cumprimentar e a conversar com alguns presentes, tirou fotografias, recebeu presentes como uma casa típica da beira em miniatura e um cesto com produtos da região de Viseu e recusou um convite de uma idosa para dançar.   

Numa curta intervenção, o primeiro-ministro considerou que as janeiras cantadas anualmente em São Bento são "uma tradição magnífica", acrescentando: "Significa que há todos os anos um compromisso que é renovado também entre aqueles que governam e aqueles que são governados. Ora, eu tenho vindo a defender muito que esta distância entre quem governa e quem é governado se tem de encurtar".  

O primeiro-ministro defendeu que "o exercício da governação não é um exercício de imposição, é um exercício de liderança, de persuasão e de mobilização", admitindo em seguida que quando há decisões menos populares para anunciar "torna-se mais difícil mobilizar as pessoas".  

Passos Coelho terminou o seu discurso afirmando que 2012 "vai ser um ano de adversidades, mas vai ser um ano de profundas mudanças", do qual Portugal sairá fortalecido: "Agradeço a todos os portugueses esta oportunidade que nos estão a dar de podermos encarar este ano como uma meta que vamos cumprir e como um obstáculo que vamos ultrapassar, sairemos mais fortes deste ano difícil".  

Depois, o primeiro-ministro convidou o grupo Cantares e todos os presentes para um lanche na sua residência oficial, que incluía bolo-rei, bolo rainha, frutos secos, torta de laranja e bolos sortidos de pastelaria.

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