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Correio da Manhã

Política
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Passos admite flexibilização de metas em 2014

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira que não há qualquer folga nas medidas enviadas à troika e admitiu que pode vir a ser precisa uma nova flexibilização das metas em 2014.
24 de Maio de 2013 às 12:14

"Não há folga, por isso é que temos de estar empenhado em encontrar alternativas dentro do quadro concertado na sétima avaliação, a nossa obrigação é procurar fazer com que os nossos esforços possam ir ao encontro do que ficou estabelecido como meta preferencial", disse o chefe do Governo.

Passos Coelho falava durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, depois de o líder do BE, João Semedo, o ter acusado de estar planear a aplicação de novos impostos aos reformados e o ter questionado sobre "a folga que evitaria essa taxa".

"Tentar convencer os portugueses que essa é uma medida de último recurso é uma falsificação", afirmou Semedo, que criticou o Governo pelo "espetáculo indecoroso" à volta da contribuição de sustentabilidade para os pensionistas.

"Sempre que fala sobre pensões e reformas, vem no outro dia o doutor Paulo Portas dizer 'nada disso, nada disso, não foi isso que foi decidido no Conselho de Ministros'. Eu fico curioso o que é que Paulo Portas vai dizer amanhã sobre o que o senhor aqui disse hoje", ironizou.

O primeiro-ministro respondeu também ironicamente: "Eu reconheço o seu esforço para tentar encontrar divergências e pequenos episódios que possam sustentar o seu comentário seguinte de que o Governo não se entende".

Pedro Passos Coelho referiu não existir qualquer folga nas medidas acordadas com os credores internacionais e revelou depois que não exclui a hipótese de haver uma flexibilização das metas no próximo ano.

"Não está excluído para o Governo que não seja necessário que flexibilidade adicional venha a ser requerida para 2014, não é de excluir que uma flexibilização das metas possa ser importante para 2014, mas dentro do que está ao nosso alcance devemos fazer o que está ao nosso alcance para respeitar os limites que acertámos", declarou.

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