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Correio da Manhã

Política
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Passos ameaça com 2.º resgate

Líder do PSD queixa-se de preconceito dos mercados financeiros e alerta contra novo pedido de ajuda. Paulo Portas está moderadamente otimista
23 de Setembro de 2013 às 01:00
Uma menina, filha de militantes do PSD, cumprimenta Pedro Passos Coelho em Alcanena
Uma menina, filha de militantes do PSD, cumprimenta Pedro Passos Coelho em Alcanena FOTO: jose manuel ribeiro/reuters

O primeiro-ministro, Passos Coelho, deixou o discurso moderado e dramatizou a necessidade de se cortar nas pensões para evitar pedir um segundo resgate para o País. Em Alcanena, o também presidente do PSD justificou a necessidade de fazer cortes, garantindo aos seus militantes que não o defendia por "teimosia" sua.

"Essa é a diferença entre fecharmos este programa de assistência ou termos de pedir um outro programa", justificou Passos Coelho para sustentar que é decisivo para o País aplicar o corte de dez por cento nas pensões. Depois, o líder do PSD perguntou: "Algum dos senhores em Portugal, nesta sala ou em qualquer outra, desejaria que esse fosse o nosso resultado [o de um segundo resgate]?"

A pergunta tinha resposta pronta e já fechada: "Não acredito", frisou Passos Coelho, num registo em que realçou, por um lado, as dificuldades acrescidas para regressar aos mercados internacionais – alegando algum preconceito dos mercados –, e, por outro, assegurando que o Governo PSD/CDS não cairá de forma alguma.

Passos foi mais longe ao assumir as dificuldades em renegociar a meta do défice com a troika de 4 para 4,5 por cento em 2014. Antes, em resposta às intenções de Belém de recuperar a ideia de um acordo de salvação nacional, Passos pediu cooperação.

O líder do CDS, Paulo Portas, que esteve no distrito de Aveiro, avisou que estava "moderadamente otimista" sobre a recuperação económica, apontando "ténues sinais".

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